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31/05/2010 - 16h39 / Atualizada 31/05/2010 - 17h49

ONU pede a Israel "explicações completas" e investigação sobre ataque

Em Nova York

As Nações Unidas pediram hoje que Israel proporcione "explicações completas" sobre o ataque à frota de navios que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza e que seja aberta uma investigação sobre o ocorrido.

  • UOL Arte, com informações de witnessgaza.com


"Ressaltamos a importância de que se produza uma investigação completa sobre o ocorrido", disse o secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Políticos, o argentino Oscar Fernández Taranco, em seu discurso no Conselho de Segurança.

O secretário-geral adjunto acrescentou que "é imperativo que Israel proporcione acesso aos detidos (após a operação), de acordo com os padrões legais internacionais", e acrescentou que a ONU pede "a todas as partes que observem a lei internacional, incluindo a humanitária e a do mar".

O Conselho de Segurança da ONU convocou hoje uma reunião com caráter de urgência, a pedido de Turquia e Líbano, atual presidente rotativo do organismo, para tratar a crise depois do ataque israelense.
 


Taranco ressaltou também que o fato ocorreu "em um momento em que todos os esforços deveriam de estar focalizados em reconstruir a confiança e em avançar nas negociações entre israelenses e palestinos".

"É vital que as negociações continuem", acrescentou o diplomata argentino, que também ressaltou que "o derramamento de sangue poderia ter sido evitado se os repetidos pedidos ao levantamento do inaceitável e contraproducente bloqueio de (Israel a) Gaza tivessem sido escutados".

A embaixadora do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o "incidente deve ser totalmente esclarecido à luz da lei internacional" e o bloqueio de Israel contra Gaza, "levantado imediatamente, pois viola os direitos humanos de 1,5 milhão de pessoas".

Além disso, os embaixadores de Reino Unido, Mark Lyall Grant, e França, Gérard Araud, deploraram o ataque e pediram uma investigação completa.

"Israel deve atuar com contenção", disse o embaixador britânico, que afirmou que o Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "é responsável por proporcionar informação completa sobre o sucedido" e dar os dados para estabelecer se houve um uso excessivo de força.

Grant ressaltou que o ataque, "além de ser muito sério, não pode ser visto como um fato isolado, mas no contexto da situação intolerável e insustentável em Gaza". "Está mais claro que nunca que Israel deve levantar as restrições que impôs sobre Gaza e cumprir a resolução do Conselho de Segurança" nesse sentido, disse.

 

 

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