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01/06/2010 - 12h23 / Atualizada 01/06/2010 - 12h24

Deputadas alemãs dizem que se sentiram em "guerra" em frota atacada

Berlim, 1 jun (EFE).- As duas parlamentares alemãs que viajavam a bordo da frota humanitária atacada pelo Exército israelense nesta segunda-feira, quando se dirigia à Faixa de Gaza, disseram que se sentiram "sequestradas" e como se estivessem em uma "guerra".

Em entrevista coletiva hoje no Parlamento alemão após retornar de Israel, a deputada Annette Groth qualificou o episódio como "um ato de barbárie" e acredita haver "mais mortos que as nove vítimas" dos dados oficiais.

Já a deputada Inge Höger disse se sentir "sequestrada" e como se tivessem passado "no meio de uma guerra".

As duas parlamentares, do partido alemão A Esquerda, foram libertadas ontem à noite depois de o Exército israelense torná-las prisioneiras após a abordagem aos seis navios da frota que levava ajuda humanitária a Gaza.

Junto com as duas políticas, retornaram para casa também outros três alemães, entre eles o ex-deputado Norman Paech, de 73 anos, que se referiu ao episódio como "um crime de guerra".

Paech, que também estava na frota, assegurou que "podíamos esperar qualquer coisa do Exército israelense, mas não com essa brutalidade".

De acordo com a versão dos ativistas alemães, a abordagem dos comandos de elite israelenses começou na madrugada de ontem, quando vários soldados fortemente armados apareceram nos navios do comboio humanitário.

Paech viu alguns ativistas utilizarem pedaços de pau para se defender, mas não sabe de nada sobre o uso de "machados e barras de ferro".

O presidente do partido A Esquerda, Gesine Lötzsch, exigiu uma "solução para este crime" e pediu ao Governo alemão que trabalhe para conseguir o fim do bloqueio a Gaza por parte de Israel.

Os demais partidos da oposição, SPD e o Verde, também exigiram a libertação imediata de todos os detidos e uma investigação internacional independente.

Um porta-voz do Ministério de Exteriores alemão confirmou que 11 cidadãos alemães viajavam a bordo dos navios da frota com ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

No entanto, o Ministério não pôde comunicar detalhes do estado dos seis alemães que permanecem em mãos das autoridades israelenses e pediu sua libertação.

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