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02/06/2010 - 10h34 / Atualizada 02/06/2010 - 10h48

Governo alemão amplia proibição de vendas a descoberto

Berlim, 2 jun (EFE).- O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou hoje um projeto de lei para ampliar a proibição das chamadas vendas a descoberto, que já tinha imposto para as ações de 10 empresas financeiras alemãs e para títulos de dívida soberana, todos derivados de ações alemãs e do euro.

O projeto apresentado à imprensa pelo ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, tem como propósito tornar mais transparente o processo de vendas de títulos das bolsas de valores a curto prazo, em que todos os atores do mercado estarão obrigados a informar à supervisão bancária de suas vendas.

Além disso, abre-se a possibilidade de que o Executivo amplie por decreto a proibição para outras ações.

Schäuble justificou o projeto de lei dizendo que o instrumento das vendas a descoberto tinha sido usado como ferramenta para manipular os mercados e tinha contribuído para aprofundar a crise financeira.

O ministro explicou que busca uma solução nacional para o problema com o argumento de que a possibilidade de uma solução internacional ainda precisa de tempo e que a Comissão só poderá apresentar uma proposta em outubro.

"Acho que longe de bloquear uma solução europeia, nossa iniciativa pode impulsioná-la, já que ajuda a vencer resistências a uma regulamentação a respeito", afirmou Schäuble.

Nas vendas a curto prazo os investidores vendem ações com a expectativa de que seu preço cairá para depois comprá-las e ganhar a diferença.

Nas vendas a curto prazo a coberto, o vendedor possui as ações - normalmente emprestadas por outros investidores - enquanto nas vendas a descoberto não as possui.

O Governo alemão considera que as vendas a curto prazo a descoberto foram um dos fatores que precipitaram a crise econômica e financeira.

"Nas bolsas há apostas, o que pode ser legítimo. Mas quando os apostadores podem manipular as evoluções das apostas estamos perante um escândalo", disse Schäuble.

A primeira proibição de vendas a descoberto por parte da Alemanha gerou críticas de membros europeus, entre eles a França, que se queixaram que a medida não tinha sido coordenada com eles.

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