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02/06/2010 - 16h39 / Atualizada 02/06/2010 - 16h43

Israel atribui atraso de saída de ativistas a "problemas administrativos"

Jerusalém, 2 jun (EFE).- A saída de seis aviões turcos com centenas de ativistas da frota que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza detidos por Israel foi atrasada hoje no Aeroporto Internacional Ben Gurion por "problemas administrativos", disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério de Exteriores israelense.

O porta-voz Yigal Palmor explicou que um dos principais "problemas administrativos" foi um pedido apresentado à Suprema Corte por organizações locais para impedir a saída de Israel de alguns ativistas supostamente envolvidos "em agressões a soldados israelenses" durante a abordagem da frota, em que nove pessoas foram mortas.

Palmor assegurou que o Governo de seu país é partidário de deportar os ativistas, mas que "a última decisão corresponde ao Supremo Tribunal, que confiamos que seja tomada em breve".

O funcionário do Ministério de Exteriores também fez alusões a problemas sobre "a transferência para o aeroporto de sete ativistas que estão hospitalizados", e para cujo embarque as autoridades israelenses mantêm contatos com o Crescente Vermelho da Turquia.

A saída dos seis aviões turcos - três civis rumo a Istambul e três militares com os feridos, com destino a Ancara - estava prevista para as 18h locais e Palmor expressou sua confiança em que "os problemas administrativos" pendentes possam ser resolvidos nas próximas horas.

As autoridades turcas insistem, por sua parte, em que os seis aviões decolem ao mesmo tempo e com todos os ativistas a bordo.

Mais de 500 membros da frota foram levados na manhã de hoje da prisão de Ela, no sul do país, ao aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv, onde continuam esperando para sair de Israel.

Alguns deles já embarcaram, mas seus aviões ainda não decolaram.

Segundo fontes diplomáticas espanholas, este é o caso dos três espanhóis que estavam na frota: Laura Arau e Manuel Tapial, membros da ONG Associação Cultura, Paz e Solidariedade Haydée Santamaría, e David Segarra, jornalista do canal de televisão venezuelano "Telesur".

Cerca de 120 ativistas de países muçulmanos saíram ontem de Israel pela ponte Allenby rumo à Jordânia.

Outros 45 já tinham sido deportados do aeroporto Ben Gurion depois de assinarem um documento de repatriação voluntária.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou na noite de ontem a deportação antes do fim de quinta-feira de todos os ativistas, que tiveram seus telefones e câmeras fotográficas e de vídeo confiscados.

No mesmo dia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu a "imediata liberação dos civis detidos por Israel".

Também deverão ser repatriados os corpos dos nove ativistas que morreram durante o ataque aos navios, cujas nacionalidades ainda não foram divulgadas, embora sejam na maioria turcos, antecipou à Agência Efe o funcionário do Ministério de Exteriores encarregado do caso, que pediu anonimato.

O Ministério de Exteriores turco anunciou ontem que as autoridades israelenses afirmaram que pelo menos quatro dos mortos são turcos.

O polêmico ataque foi debatido hoje no Parlamento israelense, onde a sessão foi marcada por desentendimentos entre deputados judeus e árabes, que resultaram em empurrões e gritos, quando a parlamentar Hanin Zoabi, que viajava com os ativistas, tentou discursar.

Vários deputados exigiram à Presidência do Parlamento que proibisse seu discurso e a parlamentar do partido ultranacionalista Israel Beiteinu Anastasia Michaeli subiu ao palanque e tentou empurrá-la para tirá-la do microfone.

Outros deputados tentaram separar as duas mulheres e, na confusão, foram ouvidos insultos contra Hanin, com gritos de "traidora", "inimiga" e "cavalo de Tróia".

A tensão interna e as críticas internacionais que aumentam contra Israel fizeram com que o primeiro-ministro defendesse o ataque à frota hoje diante da imprensa.

Em um comparecimento público, Netanyahu afirmou que a intervenção militar faz parte dos "esforços de proteger a segurança" dos israelenses.

"O Hamas continua recebendo armas iranianas. Nossa obrigação é evitar que elas entrem por terra, mar ou ar", disse Netanyahu.

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