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02/06/2010 - 05h24 / Atualizada 02/06/2010 - 05h40

Israel ordena retorno de familiares de diplomatas do país na Turquia

Jerusalém, 2 jun (EFE).- O Governo de Israel ordenou o retorno dos familiares de seus diplomatas na Turquia, por medo de que possam sofrer ataques em represália pelo incidente com a frota humanitária que se dirigia a Gaza, que acabou com nove mortos, dezenas de feridos e centenas de detidos, em sua maioria turcos.

O Ministério de Assuntos Exteriores israelense ordenou às famílias de seus diplomatas em Ancara e Istambul que abandonem o país, onde aconteceram nos últimos dias diversos protestos contra o ataque israelense.

Algumas das famílias dos diplomatas já chegaram a Israel, enquanto outras farão a viagem durante todo o dia nesta quarta-feira, informou o jornal "Ha'aretz".

Nos últimos dois dias, o embaixador de Israel na Turquia, Gabi Levi, não abandonou sua residência oficial que, segundo informa o diário Yedioth Ahronoth, está rodeada por ativistas.

Pelo menos quatro dos nove falecidos na abordagem militar israelense à frota humanitária são de nacionalidade turca.

Cerca de 380 dos mais de 700 ativistas que viajavam nos navios são turcos e, em sua maioria, permanecem detidos na prisão de Ber Sheva, no deserto do Neguev, à espera de deportação para seu país.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou Israel de ter cometido "um sangrento massacre" que deve ser castigado.

"Até os bandidos e piratas têm regras éticas. Este ataque deve ser castigado", disse Erdogan, que, por conta do incidente, interrompeu visita ao Chile para voltar à Turquia.

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