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02/06/2010 - 16h55 / Atualizada 02/06/2010 - 17h40

México diz que não há acordo sobre tipo de investigação do ataque israelense

Nações Unidas, 2 jun (EFE).- O presidente rotativo do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador mexicano Claude Heller, disse hoje que não há um acordo na organização sobre o formato da investigação do ataque israelense à frota que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

"Não há uma decisão sobre este assunto. Há o pedido de uma investigação, mas não há um acordo sobre que tipo de investigação que será realizada. Esse é o centro das discussões e das consultas", disse Heller em entrevista coletiva em Nações Unidas.

O embaixador mexicano, que preside o Conselho de Segurança durante junho, reconheceu que o órgão foi ambíguo na declaração adotada na madrugada de terça-feira, após 13 horas de negociações.

O documento adotado por consenso pede que a investigação seja "rápida, imparcial, crível e transparente, de acordo com os padrões internacionais", o que foi interpretado de maneira diferente por alguns dos 15 membros do órgão.

"Ninguém mencionou nas discussões, pelo menos nas quais eu participei, quem seria o responsável pela investigação. Não foi um assunto que se discutiu abertamente e acho que houve ambiguidade", ressaltou Heller.

Diante dessa situação, indicou que o próximo passo a ser dado são consultas entre Governos, assim como nas Nações Unidas e com o secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, para concretizar a natureza da pesquisa.

Heller assinalou que "muitos países-membros da ONU" pressionarão para que seja uma comissão independente a responsável por realizar a investigação.

Ao mesmo tempo, outros países preferem que sejam as autoridades israelenses as líderes da investigação do incidente que provocou a morte de nove ativistas a bordo da frota humanitária, que tinha como objetivo romper o bloqueio israelense a Gaza, advertiu o diplomata.

"A natureza da investigação é o tema que, de alguma maneira, centra o debate", indicou.

O embaixador do México reiterou que para seu país, assim como para outros membros do Conselho de Segurança, as ações israelenses violam o direito internacional e são atos ilegais cometidos em águas internacionais.

O secretário-geral da ONU, que chegou hoje a Nova York após concluir na terça-feira uma visita oficial a Campala (Uganda), deve manter as conversas com líderes internacionais, que iniciou antes de deixar a capital ugandense, disse seu porta-voz, Marie Okabe.

Já o Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu em Genebra enviar uma missão internacional "para investigar as violações do direito internacional, inclusive o direito humanitário internacional, durante o ataque israelense à frota que transportava assistência humanitária".

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