UOL Notícias Notícias
 
03/06/2010 - 15h33 / Atualizada 03/06/2010 - 15h44

Merkel lança candidatura de ex-rival à Presidência

Berlim, 3 jun (EFE).- A chanceler Angela Merkel lançou hoje a candidatura pela Presidência alemã seu ex-rival interno e primeiro-ministro da Baixa Saxônia, Christian Wulff, três dias depois da renúncia ao cargo de Horst Köhler, criticado por suas inoportunas declarações sobre as missões do Exército no exterior.

Merkel apresentou Wulff, de 50 anos, como candidato ao máximo cargo representativo do país, com o apoio dos líderes da União Social-Cristã da Baviera (CSU), Horst Seehofer, e do Partido Democrático-Liberal (FDP), Guido Westerwelle, membros de coalizão da União Democrata-Cristã (CDU).

"É o candidato idôneo para o cargo e para representar nosso país", destacou Merkel, enquanto Westerwelle ressaltava o bom trabalho de Wulff com o FDP.

Wulff se tornará assim, previsivelmente, o presidente mais jovem da história da República Federal da Alemanha, em eleições que acontecerão no próximo dia 30 de junho por parte da Assembleia Federal.

Paralelamente à indicação de Wulff, o opositores Partido Social-Democrata (SPD) e os Verdes anunciaram a candidatura comum alternativa de Joachim Gauck, teólogo independente e figura da reunificação, como primeiro encarregado de zelar pelos arquivos da Polícia política germânico-oriental, a Stasi, após a queda do Muro de Berlim.

Os dois partidos formalizaram essa candidatura conjunta, paralelamente ao acordo obtido por Merkel para a indicação de Wulff.

Gauck, de 70 anos, sem experiência política, representa o "caráter apartidário e aglutinador" inerente ao cargo, explicou Wolfgang Thierse, vice-presidente do Bundestag (Parlamento alemão).

O teólogo e dissidente, em tempos da extinta República Democrática Alemã (RDA), se tornou em 1990 o encarregado do Governo de Helmut Kohl para a tutela dos arquivos da Stasi.

Merkel tem uma cômoda maioria de aliados na Assembleia Federal, mas a presença de personagens alheios à política - desde esportistas a cantantes e apresentadores de televisão - representa certo risco, já que não necessariamente se sujeitam à disciplina de partido.

Por isso Merkel precisa de um candidato sólido para suceder Köhler, já que um fracasso nessa eleição seria fatal para sua coalizão de centro-direita.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,84
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,35
    68.594,30
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host