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04/06/2010 - 17h23 / Atualizada 04/06/2010 - 17h39

Ativistas espanhóis estudam adotar medidas legais contra Israel

Barcelona, 4 jun (EFE).- Os três ativistas espanhóis da frota de ajuda humanitária, atacada em águas internacionais na segunda-feira por militares israelenses quando se dirigia a Gaza, disseram hoje que estudam adotar medidas legais contra Israel "por pirataria e crimes contra a humanidade".

Manuel Tapial, um dos três ativistas espanhóis, adiantou que eles buscarão uma forma para levar o Governo israelense aos tribunais por um "ataque a civis" em águas internacionais "para que se acabe com sua impunidade".

Ele também ressaltou que confia que nos próximos meses novos navios possam partir com ajuda humanitária para Gaza, entre eles um de Barcelona.

"Estamos inteiros, recuperando a noção do tempo, e com vontade de voltar a fazer ações pela Palestina", afirmou o ativista. Tapial disse que o pior foi o "grau de racismo" dos soldados israelenses que fizeram os ativistas muçulmanos se ajoelhar algemados com braçadeiras de plástico, "enquanto nós, os brancos, ficamos sentados nos bancos".

O ativista explicou que foi interrogado por pessoas sem identificação, que lhes perguntaram sobre seus contatos em Gaza e quanto tinham pago para participar da viagem.

Outro dos presentes na frota, o jornalista David Segarra, da rede de televisão venezuelana "Telesur", criticou o tratamento dado pela Armada israelense aos meios de comunicação que estavam no comboio, cujas câmeras foram destruídas.

Também lembrou que entre os mortos no assalto havia um jornalista turco "assassinado de um tiro na testa pelo único crime de ter uma câmera em suas mãos".

"Estivemos sequestrados durante vários dias, 800 pessoas foram levadas para prisão de maneira ilegal, um ataque contra 50 nações no Mediterrâneo, em nosso Mediterrâneo. Uma nação que não é da Otan atacou a outra que é; é preciso ter isso em mente", afirmou.

A terceira ativista espanhola, Laura Arau, teceu palavras de reconhecimento para o trabalho da ONG turca IHH e do Governo desse país.

"São os que conseguiram nos tirar da prisão em Israel, nos levaram para Istambul, e nos pagaram tudo, inclusive a passagem até aqui", acrescentou.

Por outro lado, disse Tapial, "o Governo da Espanha não nos ofereceu nem uma ajuda mínima, tudo foi pago pelo Governo da Turquia".

Os três espanhóis faziam parte de uma frota de seis navios organizada pela IHH que se dirigia com ajuda humanitária à Faixa de Gaza para romper o bloqueio destes territórios e que foi atacada pelo Exército israelense, uma ação que terminou com a morte de nove ativistas e dezenas de feridos.

Arau disse que a IHH está elaborando um relatório do ocorrido para apresentá-los perante as Nações Unidas, e que eles poderiam realizar um documentário com os fatos ocorridos frente à costa de Gaza.

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