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05/06/2010 - 17h02 / Atualizada 05/06/2010 - 17h57

Obama indica general reformado Clapper como diretor nacional de inteligência

Washington, 5 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou hoje o general reformado da Força Aérea James Clapper, de 69 anos, como novo diretor nacional de inteligência, cargo que teve quatro titulares nos últimos cinco anos.

Se o Senado confirmar a nomeação, este veterano com 40 anos de experiência nos serviços de inteligência terá a difícil tarefa de definir o papel e as atribuições de um posto criado como resultado dos ataques terroristas de setembro de 2001.

Desde 2007, Clapper foi o responsável de inteligência no Pentágono, antes foi diretor da Agência Nacional de Inteligência Geospacial e da Agência de Inteligência de Defesa.

Como diretor nacional de inteligência (DNI), Clapper deve lidar com ao menos 16 agências que se ocupam da espionagem, a análise de inteligência e as operações clandestinas, sem que o Congresso, que criou o cargo, tenha lhe outorgado orçamento próprio ou autoridade para contratar ou demitir funcionários.

O diretor nacional de inteligência anterior, Dennis Blair, renunciou como resultado dos conflitos burocráticos com o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Leon Panetta, e o chefe de antiterrorismo da Casa Branca, John Brennan.

A indicação de Clapper tem forte respaldo do chefe do Pentágono, Robert Gates, outro remanescente da Administração de George W. Bush (2001-2009) na era Obama.

"O general Clapper tem uma vasta experiência nos serviços de inteligência e um histórico provado como administrador", opinou o senador independente de Connecticut, Joe Lieberman, que preside o Comitê de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais na câmara alta.

Mas a candidatura de Clapper não foi bem recebida por todos os senadores.

A presidente do Comitê de Inteligência, Dianne Feinstein, da Califórnia, em uma mensagem na qual pediu à Casa Branca que elegesse um civil para o cargo, lembrou que "é importante que o postulado não esteja sujeito aos interesses do Pentágono".

Por sua vez, o senador republicano Christopher Bond, do Missouri, opinou: "Ao escolher Clapper como próximo DNI, o presidente (Obama) assegura que nossa estratégia para combater o terrorismo seguirá manuseada pelo Departamento de Justiça e pela Casa Branca".

Clapper "serviu a nossa nação muito bem", acrescentou Bond, mas "carece da influência necessária com o presidente, demonstrou que nem sempre é franco com o Congresso, e recentemente obstruiu nossos esforços para dar mais atribuições ao cargo de DNI".

As dúvidas acerca da aptidão de Clapper refletem o ceticismo de muitos no Congresso acerca do próprio cargo, criado há cinco anos em cumprimento das recomendações de uma comissão bipartidária que averiguou os ataques terroristas contra os EUA no 11 de setembro de 2001.

Um dos aspectos cruciais que o relatório final dessa comissão assinalou foi a falta de comunicação e coordenação entre as diferentes agências que realizam trabalhos de inteligência nos Estados Unidos.

A comissão recomendou o estabelecimento de um mecanismo centralizado que permitisse a análise conjunta das informações e análise realizadas pelas diferentes agências e assim foi criada a Direção Nacional de Inteligência.

Mas quando chegou o momento de discutir o orçamento - e ali os instrumentos concretos para o trabalho da DNI - o Congresso despojou o cargo de qualquer autoridade para supervisionar as amplas capacidades de espionagem, análise e operações do Pentágono, e ainda dos fundos que o Pentágono tem para realizar suas operações de inteligência.

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