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08/06/2010 - 06h36 / Atualizada 08/06/2010 - 08h39

China critica aliada Coreia do Norte por mortes na fronteira

Em Pequim

O Governo chinês protestou formalmente contra a Coreia do Norte, um país aliado, depois que guardas norte-coreanos mataram três cidadãos chineses e feriram outro na última sexta-feira, na fronteira entre os países.

"Na manhã de 4 de junho, alguns residentes da cidade de Dadong, na província de Liaoning (nordeste), foram baleados por guardas fronteiriços norte-coreanos sob suspeita de que estavam cruzando a fronteira para realizar atividades comerciais", informou o porta-voz da Chancelaria chinesa, Qin Gang.

Depois do incidente, "ao qual a China está dando grande importância, o Governo chinês apresentou de forma imediata um protesto formal perante a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial). Agora o caso está sob investigação", manifestou Qin.

As vítimas foram baleadas em território norte-coreano. Suas identidades ainda não foram reveladas, destacou o Ministério.

O incidente acontece em meio a grandes pressões internacionais para que a China, o maior aliado político e fornecedor do regime de Kim Jong-il há seis décadas, apoie as sanções contra Pyongyang pelo afundamento de um navio sul-coreano em março, quando morreram 46 tripulantes.

O tiroteio foi denunciado na sexta-feira passada por um grupo de desertores norte-coreanos residentes em Seul, que assinalou que os cidadãos chineses tentavam tirar cobre norte-coreano por contrabando.

Segundo esta fonte, os três cidadãos chineses morreram na noite do dia 3, quando estavam perto de chegar à cidade fronteiriça de Sinuiju em um bote no rio Tumen, que passa pelos dois países.

Estados Unidos e Japão estão apoiando seu aliado sul-coreano na região e pedem à China que dê seu sinal verde para exigir responsabilidades ao Norte pelo afundamento do navio, algo que o gigante asiático se nega a fazer.

No entanto, o porta-voz chinês preferiu não comentar as mudanças anunciadas na segunda-feira por Kim Jong-il na cúpula do regime comunista para abrir o caminho à sucessão hereditária, algo que Qin qualificou como "assuntos internos norte-coreanos".

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