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09/06/2010 - 16h00 / Atualizada 11/06/2010 - 15h42

Homem que abusou da filha por 17 anos e teve 7 filhos com ela é preso

Da EFE
No Rio de Janeiro (Brasil)
Um agricultor acusado de abusar sexualmente de sua filha, com quem teve sete filhos, ao longo de 17 anos foi preso hoje no Maranhão.

José Agostinho Bispo Pereira, de 54 anos, abusava da filha Sandra Maria Moreira, de 29 anos, que mantinha reclusa, desde que a sua esposa e mãe de Sandra abandonou a família e foi embora de casa, quando a menina tinha 12 anos.

O preso, que alegou não saber que incesto é crime, vivia com sua filha e seus filhos-netos em uma ilha chamada Experimento à qual só é possível chegar de barco a partir do município de Pinheiro, a 340 quilômetros de São Luís.

O caso, similar ao do austríaco Joseph Fritzl - que abusava da filha Elisabeth e a manteve presa por 24 anos -, foi denunciado por um anônimo.

Aparentemente, vários habitantes de Pinheiro sabiam do que acontecia na casa de Pereira, mas foi só no dia 21 de maio, quando o Ministério Público, o Conselho Tutelar e a Polícia do município organizaram uma manifestação contra os abusos infantis, que alguém decidiu denunciá-lo.

A Polícia chegou até a ilha em três barcos e descobriu seis dos sete filhos-netos, com idades entre os dois e os 12 anos. A filha menor, de dois meses de idade, tinha sido dada em adoção para outra família.

A Polícia informou que há indícios de que a maior das filhas-netas, de sete anos, também sofreu abusos de seu pai-avô, e suspeita que a outra menina, de cinco anos, igualmente pode ter sido estuprada por Pereira.

As seis crianças nunca saíram da ilha, não sabem ler nem escrever e vivem em condições de abandono, enquanto um deles, de oito anos, é surdo-mudo, provavelmente por problemas de consanguinidade.

A Polícia suspeita que a mulher não foi a única filha estuprada e está procurando a sua irmã, que também teria ficado grávida de Pereira mas que fugiu com seu filho da ilha.

Da mesma forma que sua mãe, os filhos-netos foram enviados a um albergue para receber assistência social e psicológica.

Segundo a chefe da Delegacia da Mulher de Pinheiro, Adriana Meireles, o agricultor será acusado de estupro, abandono material (pelas condições em que as crianças viviam), abandono intelectual (porque nunca receberam educação) e cárcere privado.

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