UOL Notícias Notícias
 
10/06/2010 - 11h03 / Atualizada 10/06/2010 - 11h15

Ataque durante casamento deixa 40 mortos no Afeganistão

Cabul, 10 jun (EFE).- Um ataque suicida durante um casamento na província de Kandahar (sul do Afeganistão) deixou 40 mortos e outros 74 feridos, ação atribuída pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) aos talibãs que, no entanto, negam a ofensiva.

O fato ocorreu ontem à noite na localidade de Nangahaan, no distrito de Arghandab e, segundo o Ministério afegão de Interior, causou a morte de 40 pessoas e deixou outros 74 feridos, entre eles várias crianças, disse uma fonte policial à Agência Efe.

"Foi um ataque suicida em uma festa de casamento. Quando as pessoas estavam jantando o suicida se detonou e causou esta catástrofe. Enviamos uma equipe para investigar os fatos", esclareceu o porta-voz de Interior afegão, Zemarai Bashary.

Uma testemunha disse ter visto um carro que explodiu no local onde, segundo a agência afegã "AIP", ia se casar o filho do chefe de uma companhia de segurança que presta serviços aos comboios logísticos das tropas estrangeiras.

"Quando estávamos comendo, escutei uma grande explosão e todo o casamento se transformou em sangue", relatou Rahmatullah, um dos feridos.

Várias pessoas estão em estado crítico, revelou um médico do hospital de Mirwais, em Kandahar. Ele acrescentou que a maioria dos feridos são homens porque a explosão ocorreu em uma área reservada para eles.

Horas depois a Isaf afirmou em comunicado que suas forças prestaram socorro aos feridos e que o ataque é uma prova das "táticas nauseabundas e indiscriminadas dos talibãs".

No entanto, um porta-voz da milícia insurgente falou com à Efe e negou que suas forças tiveram relação com o ataque.

"Não foi um ataque suicida e não estamos implicados. O condenamos. Foi um bombardeio aéreo perpetrado pelas tropas estrangeiras", disse por telefone o porta-voz talibã Mohammed Yousif Ahmadi.

As milícias insurgentes começaram no dia 10 de maio uma campanha batizada de "Al-Faath" (Vitória), e desde então protagonizaram vários ataques contra bases das tropas estrangeiras no Afeganistão.

No entanto, a milícia insurgente também incluiu entre seus objetivos às companhias logísticas ou implicadas em tarefas de reconstrução e "todos aqueles que apóiem ou trabalhem pelo fortalecimento do domínio estrangeiro".

As tropas internacionais presentes no Afeganistão passaram meses se preparando para uma intensa campanha em Kandahar, um dos focos mais conflituosos do país e um tradicional bastião dos insurgentes talibãs, especialmente ativos nas áreas pashtuns.

No passado as milícias recorreram a ataques suicidas e ações de comandos, no entanto o mais comum é atacar as tropas estrangeiras com táticas próprias das guerrilhas tradicionais, como bombas caseiras e emboscadas.

Nos últimos cinco dias 23 soldados estrangeiros perderam a vida no Afeganistão, quatro deles devido à queda de um helicóptero na província vizinha de Helmand e os demais por explosões de bombas e tiroteios.

O ataque ao casamento acontece uma semana depois da realização de um conclave de líderes tribais e administrativos afegãos para buscar o fim da guerra no país.

O encontro, uma iniciativa do presidente, Hamid Karzai, aprovou um plano para conseguir a paz com os talibãs e uma anistia parcial para os insurgentes que abandonarem as armas.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,56
    3,261
    Outras moedas
  • Bovespa

    18h21

    1,28
    73.437,28
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host