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11/06/2010 - 12h13 / Atualizada 11/06/2010 - 14h05

Ahmadinejad diz na China que sanções da ONU "não tem valor legal"

Xangai (China), 11 jun (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, assegurou hoje, durante o Dia do Irã na Expo Xangai, que as sanções impostas contra seu país pelo Conselho de Segurança da ONU "não têm valor legal".

As novas resoluções "não têm efeito" e representam, "a mais recente demonstração de poder" do Conselho de Segurança, ao que acusou de tentar monopolizar a energia nuclear, já que seus membros permanentes são todas potências nucleares.

Entre eles, os EUA, o Reino Unido e a França, fazem parte também China e Rússia, frequentes aliados do Irã, mas que na quarta-feira votaram a favor das sanções.

"O Conselho de Segurança é uma ferramenta nas mãos da ONU, mas não pertence às nações, sua estrutura não é democrática", disse Ahmadinejad, quem sustentou que seus cinco membros permanentes "têm armas nucleares e usam também a energia atômica", por isso que o que tentam fazer é "defender-se".

"Querem monopolizar a energia nuclear, portanto usam qualquer desculpa para evitar que outros a desenvolvam", manifestou.

Dos outros 10 países que votaram a nova resolução, só Brasil e Turquia votaram contra e o Líbano se absteve.

Ahmadinejad garantiu que não vai expulsar os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que trabalham em solo iraniano.

Sobre como ficam suas relações com a China após apoio às novas sanções, Ahmadinejad disse que "temos boas relações com a China e não há razão para debilitá-las".

Os Estados Unidos "compreenderão muito em breve que não fizeram a escolha certa" e que ao gerar um "ambiente hostil" bloqueou a possibilidade de conversar e negociar com o Irã, concluiu.

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