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11/06/2010 - 09h37 / Atualizada 11/06/2010 - 10h10

Clegg ressalta que R.Unido não comprometerá soberania das Malvinas

Madri, 11 jun (EFE).- O vice-primeiro-ministro britânico, o liberal-democrata Nick Clegg, afirmou hoje em Madri que o Reino Unido não comprometerá a soberania das Ilhas Malvinas, que provocou em 1982 uma guerra entre seu país e Argentina.

"Achamos que os direitos, a soberania, as preferências dos ilhéus (população das Malvinas) têm uma importância primordial", assinalou Clegg em um café da manhã celebrado na sua primeira visita oficial à Espanha.

"Não comprometeremos os direitos, as preferências e a soberania dos habitantes das Malvinas", ressaltou o "número dois" do Governo de coalizão dirigido pelo conservador David Cameron.

"Claramente, desejamos que as Ilhas Malvinas permaneçam como parte do Reino Unido", ressaltou Clegg.

O líder do Partido Liberal-Democrata britânico fez os comentários depois que na terça-feira passada na 40ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovasse uma declaração na qual os chanceleres reiteraram apoio à Argentina em sua disputa com o Reino Unido sobre as Malvinas.

A OEA reafirmou a necessidade que os Governos argentino e britânico retomem, o mais rápido possível, as negociações sobre o litígio da soberania, a fim de encontrar uma solução pacífica à controvérsia.

O início da prospecção petrolífera de empresas de capital britânico nas Malvinas reavivou nos últimos meses a relação entre o Reino Unido e a Argentina, que impôs restrições aos navios que partem de terra firme em direção ao arquipélago por considerar que essas operações "violam sua soberania" sobre as ilhas e águas circundantes.

O Governo de David Cameron apresentou uma queixa formal pelo controle que aplica Argentina à navegação em torno das Malvinas, situadas no Atlântico Sul a 400 milhas marítimas ao leste do litoral do país sul-americano.

A Grã-Bretanha, que ocupa as Malvinas desde 1833, e a Argentina se enfrentaram em uma guerra pela soberania do arquipélago em 1982, na qual morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

Apesar da derrota argentina na disputa, o Governo de Buenos Aires não deixou de reivindicar diante dos organismos internacionais pertinentes a soberania sobre as ilhas.

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