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11/06/2010 - 17h04 / Atualizada 11/06/2010 - 17h28

Flamengos serão chaves nas eleições belgas neste domingo

Bruxelas, 11 jun (EFE).- Bélgica realizará no domingo eleições gerais antecipadas, com todos os olhares voltados para os resultados do partido Nova Aliança Flamenga (N-VAI), que defende a independência de Flandres, a próspera metade norte do país onde se fala o neerlandês.

A queda do Governo de coalizão presidido pelo democrata-cristão flamengo Yves Leterme, a causa do eterno conflito linguístico entre neerlandófonos e francófonos, forçou o adiantamento do pleito em um momento crítico para o país e a poucas semanas da Bélgica assumir a Presidência rotativa da União Europeia.

Se, como indicam as pesquisas, os nacionalistas do N-VAI conquistarem mais votos em Flandres, a perspectiva de uma saída rápida da grave crise política e de Estado que vive Bélgica desde 2007 não vai se concretizar, segundo todos os analistas.

A crise do euro e a crescente pressão dos mercados sobre os bônus deste país, o mais endividado da Europa, também estão presentes na campanha.

A capital é a chave de todas as disputas, e de seu destino depende o futuro da Bélgica.

Habitada por uma população majoritariamente francófona está, no entanto, encravada geograficamente em Flandres e os flamengos a consideram sua capital histórica.

Como solução à disputa, na década de 80 se decidiu transformar Bruxelas em uma região bilíngue, não dependente de Flandres (neerlandófono) nem de Valônia (francófona), com suas próprias instituições.

Mas, enquanto no resto do país a fronteira linguística entre Flandres e Valônia foi traçada com precisão, nos arredores de Bruxelas os limites seguem difusos.

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