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11/06/2010 - 10h02 / Atualizada 11/06/2010 - 10h04

Imprensa italiana protesta contra a "lei da mordaça"

Roma, 11 jun (EFE).- A imprensa italiana deixou hoje as capas de jornais em branco ou em preto para protestar contra a "lei da mordaça" proposta pelo Governo que limita o uso das escutas nas investigações e castiga inclusive com a prisão os jornalistas que publiquem seu conteúdo.

Assim, o jornal "La Repubblica" também traz a primeira página em branco com um pequeno quadrado amarelo no centro no qual é possível ler "a lei mordaça nega o direito dos cidadãos à informação", enquanto "Il Fatto quotidiano" assegura fazer o papel de luto pelo "forte golpe à liberdade dos cidadãos desapropriados do direito inalienável à informação".

O canal de informação da televisão a cabo "SkyTg24" coloca em um dos ângulos da tela uma tarja preta em sinal de luto: "Contra a lei mordaça das intercepções".

Já a publicação "La Stampa" deixou em branco a coluna de Massimo Gramellini, assim como o espaço humorístico na terceira página de Riccardo Barenghi, com a justificativa de que é preciso "acostumarem-se às leis sobre as escutas".

O mesmo jornal traz uma entrevista do promotor adjunto de Milão, Armando Spataro, que adverte que se a lei for aprovada coloria em risco a segurança dos cidadãos.

A lei sobre as escutas, que levantou uma forte polêmica na Itália e recebeu críticas da oposição e dos meios de comunicação, foi avalizada ontem pelo Senado em uma agitada sessão. Agora o projeto segue para a Câmara dos Deputados, onde deve ser aprovada, depois que a cúpula do partido governamental Povo da Liberdade, que tem maioria no plenário, fixasse para o início da semana a data da nova sessão.

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