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11/06/2010 - 12h27 / Atualizada 11/06/2010 - 14h05

Organização de Cooperação de Xangai fecha as portas para entrada do Irã

Elena Garuz.

Moscou, 11 jun (EFE).- A Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) fechou suas portas ao Irã, depois de aprovar hoje, em Tashkent, capital do Uzbequistão, um documento que estabelece os critérios de entrada de países no grupo, formado por Rússia, China e quatro repúblicas centro-asiáticas.

"O documento não permite que o Irã se torne membro da SCO. O texto estabelece muito claramente que um dos critérios (de entrada) é a necessidade de não estar submetido a sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, segundo a agência russa "Interfax".

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que "países com dificuldades de ordem jurídica e, em particular, que estejam sujeitos a sanções da ONU não podem optar a serem membro da SCO".

Além de Rússia e China, a SCO é formada por Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.

No entanto, o documento aprovado hoje estabelece que o regime de sanções internacionais não é obstáculo para que o Irã, que solicitou em duas ocasiões sua entrada como membro pleno da SCO, continue em sua qualidade de país observador.

Anteriormente, o presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, anunciou que a aprovação dos critérios de entrada não significa a "ampliação automática" da SCO aos países observadores, entre os quais estão Índia, Mongólia e Paquistão, além do Irã.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi convidado à cúpula, mas cancelou sua presença na última hora, depois que o Conselho de Segurança da ONU anunciou novas sanções contra seu país, por negar-se a colaborar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, que representou Ahmadinejad na reunião em Tashkent, ressaltou o caráter pacífico do programa nuclear de seu país.

"Nosso lema é 'energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém'", disse Mottaki, segundo a agência oficial russa "Itar-Tass".

O ministro qualificou de injustas as sanções do Conselho de Segurança da ONU e se perguntou se a adoção das medidas é uma resposta "às boas intenções do Irã", em alusão ao recente acordo alcançado entre seu país, Turquia e Brasil sobre troca de material nuclear.

Medvedev se pronunciou a favor de ampliar o número de países observadores, assim como de membros para o diálogo, entre os quais atualmente a SCO conta com Belarus e Sri Lanka.

Por outra parte, a organização anunciou que prestará assistência humanitária ao Quirguistão, o país mais pobre da região e palco de violentos enfrentamentos ultimamente, como os que na noite de ontem resultaram em ao menos 23 mortes e deixaram mais de 300 feridos.

"Os chefes de Estado concordaram hoje que todos darão sua contribuição nos projetos para ajudar a estabilizar a situação (no Quirguistão)", disse o chefe da diplomacia russa, que acrescentou que seu país já prestou assistência em várias ocasiões com um valor total de US$ 50 milhões.

Ele disse que a ajuda da SCO será coordenada para cobrir as principais necessidades do país.

Os presidentes dos Estados-membros da organização, exceto o Quirguistão, representado por seu ministro de Assuntos Exteriores interino, assinaram, além disso, uma declaração conjunta da cúpula e aprovaram uma série de documentos de procedimento e relatórios sobre os resultados da atividade da SCO em 2009.

Na reunião em Tashkent, a Presidência da SCO foi passada para o Cazaquistão, cujo presidente, Nursultan Nazarbayev, anunciou que a próxima cúpula será realizada no dia 15 de junho de 2011, em Astana, capital do país.

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