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11/06/2010 - 14h05 / Atualizada 11/06/2010 - 14h12

Otan mantém estratégia no Afeganistão após progressos "moderados"

Bruxelas, 11 jun (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reconheceu hoje que sua estratégia no Afeganistão está oferecendo "resultados moderados" e, por isso, pediu um pouco mais de paciência enquanto o envio de mais tropas surte efeito nas regiões tomadas do controle do talibã.

Os ministros da Defesa da organização, que terminaram hoje em Bruxelas uma reunião de dois dias, revisaram a situação no Afeganistão com seu colega afegão, Abdul Rahim Wardak, e com o general americano Stanley McChrystal, responsável pelas operações da Otan no país.

O avanço, embora lento, permite à Otan manter seu plano de decidir em novembro, em sua cúpula de Lisboa, o início da transferência das responsabilidades da segurança para mãos afegãs nas áreas mais tranquilas.

"As operações no Afeganistão estão fazendo progressos moderados", afirmaram os ministros em uma declaração após o debate na qual destacaram as ofensivas nos redutos insurgentes das províncias de Helmand e Kandahar, tanto em nível militar como para promover a ação do Governo afegão e o desenvolvimento econômico.

O secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, destacou que as tropas da Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) da Otan estão atuando "no coração do território do talibã", e assegurou que o rumo será mantido de acordo com os resultados.

O envio de dezenas de milhares de soldados desde dezembro permitiu à Otan aumentar a presença em muitas partes do Afeganistão e começar a expulsar os insurgentes de seus tradicionais redutos.

Segundo o secretário de Defesa americano, Robert Gates, o general McChrystal disse acreditar que pode haver novos progressos "para o final do ano".

Mesmo assim, McChrystal anunciou na quinta-feira que a prevista grande ofensiva na província de Kandahar acontecerá com dois ou três meses de atraso a fim de preparar a chegada e o desdobramento no local de uma unidade do Exército afegão que ocupará o terreno após a expulsão dos talibãs.

Somente neste ano, a Isaf registrou a morte de 254 soldados, sendo 165 americanos, aproximadamente o dobro do que no mesmo período de 2009.

Após o aumento dos últimos meses, a Isaf tem atualmente 120 mil soldados de 46 países - outros 15 mil americanos ainda estão para chegar -, que se somam aos 120 mil homens que o Exército afegão já tem.

Ainda reconhecendo a seriedade da situação, a Otan alega que este aumento no número de baixas é consequência de sua ofensiva contra os redutos do talibã.

Por isso, Gates fez um alerta contra o otimismo ao afirmar que a melhora da situação no Afeganistão "não virá rapidamente e nem sem grandes perdas".

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