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11/06/2010 - 11h24 / Atualizada 11/06/2010 - 11h38

Papa pede perdão às vítimas dos padres pedófilos

Juan Lara.

Cidade do Vaticano, 11 jun (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje perdão público a Deus e às vítimas dos sacerdotes pedófilos e prometeu que a Igreja fará "todo o possível para que abusos semelhantes jamais voltem a ocorrer".

O Pontífice pediu perdão perante 15 mil sacerdotes de todo o mundo e milhares de freiras e católicos, com os quais encerrou o Ano Sacerdotal na praça de São Pedro, durante o que "saíram à luz", segundo ele, os escândalos de abusos sexuais a menores por parte de clérigos em diversos países.

Nos últimos meses vieram à tona abusos de padres pedófilos durante anos na Irlanda, Alemanha, Áustria, Itália, Holanda e Bélgica, assim como novos dados sobre casos já conhecidos nos Estados Unidos.

Devido aos escândalos, o papa destituiu vários bispos e inúmeros sacerdotes.

"Nós também pedimos perdão insistentemente a Deus e às pessoas afetadas, enquanto prometemos que queremos fazer todo o possível para que abusos semelhantes não voltem a ocorrer jamais", afirmou o Pontífice, de 83 anos, cujas palavras foram fortemente aplaudidas.

Nesse mea culpa, Bento XVI prometeu que na admissão do Ministério sacerdotal a Igreja fará todo "o possível para examinar a autenticidade da vocação".

O pontífice acrescentou que a Igreja quer acompanhar "ainda mais os sacerdotes" em seu caminho, para que o Senhor os proteja nas situações dolorosas e nos perigos da vida.

Também acrescentou que se o Ano Sacerdotal tivesse sido convocado para uma glorificação das conquistas dos clérigos, "teria sido destruído por estes fatos".

O papa considera o ocorrido "como uma tarefa de purificação, um afazer que nos acompanha rumo ao futuro e que nos faz reconhecer e amar mais ainda o grande dom de Deus".

O religioso disse que da mesma forma que o pastor necessita de um bastão para lutar contra os animais selvagens que querem atacar seu rebanho e contra os assaltantes, a Igreja deve usar o bastão do pastor, "com o qual protege a fé dos farsantes, contra as orientações que são na realidade desorientações".

"Com efeito, o uso do bastão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal", disse o papa, em uma nova referência aos escândalos de pedofilia na Igreja.

O papa acrescentou que, no entanto, o bastão deve se transformar continuamente no cajado de pastor, que ajuda os homens a caminhar por trilhas difíceis e seguir Cristo.

Bento XVI disse que o sacerdote não é simplesmente alguém que controla uma missa, mas um sacramento e exortou os religiosos a cuidarem dos homens e lhes fazer experimentar a atenção e a alegria de Deus.

O fim do Ano Sacerdotal terminou sob uma Praça de São Pedro transformada em um "manto branco" pelos religiosos.

Sacerdotes de 91 países assistiram à missa, entre eles Brasil, Espanha, Colômbia, Argentina, Bolívia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e Portugal.

Ao fim da missa, o papa colocou os 400 mil sacerdotes espalhados pelo mundo nas mãos de Nossa Senhora.

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