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11/06/2010 - 04h13 / Atualizada 11/06/2010 - 04h28

Premiê japonês promete medidas "drásticas" contra dívida

Tóquio, 11 jun (EFE).- O novo primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, que assumiu o poder na terça-feira passada, se comprometeu nesta sexta-feira a tomar medidas "drásticas" para enfrentar a elevada dívida pública do Japão e afastar a possibilidade de uma crise como a europeia.

Em seu primeiro discurso político perante a Câmara Baixa, Kan, de 63 anos, voltou a afirmar que sua prioridade é resolver os problemas das finanças públicas do país, cuja dívida pública ascende já é o dobro do Produto Interno Bruto (PIB), a maior de uma nação industrializada.

"A dívida é muito elevada, e é um assunto que não pode ser solucionado em pouco tempo; devemos sanear as finanças já, e para isso precisamos de uma reforma drástica", disse.

Kan, ministro das Finanças durante o Governo anterior, de Yukio Hatoyama, criticou a elevada despesa em obras públicas de Executivos anteriores, assim como as políticas de redução de impostos e finanças que, para ele, dependiam "excessivamente" das emissões de bônus.

O primeiro-ministro ressaltou que a dependência da emissão de dívida provocou a crise da Grécia e insistiu que a solução não passa por um crescimento impulsionado pelo gasto público, mas por criar demanda e empregos.

A dívida pública do Japão chegava a 7,4 trilhões de euros no final do março, mas ao contrário da Grécia a maioria dos bônus está em mãos de credores japoneses, o que reduz sua exposição ao risco.

A economia do Japão centrou boa parte do primeiro discurso perante a Câmara de Kan, no mesmo em que o ministro para a Reforma Postal, Shizuka Kamei, do minoritário Novo Partido do Povo (PNP, um dos parceiros membros do Governo), apresentou sua renúncia.

Kamei, também encarregado de Assuntos Financeiros, renunciou em protesto pela decisão do governante Partido Democrático (PD) de atrasar a aprovação de uma lei que freava a privatização do serviço dos correios (Japan Post).

A privatização do Japan Post foi iniciada em 2007 pelo Governo do Partido Liberal-Democrata (PLD), atualmente na oposição. O PNP tem postura totalmente contrária a ela.

O substituto de Kamei à frente da Reforma Postal será Shozaburu Jimi, de 64 anos e "número dois" do PNP, mas, até que ele assuma formalmente, o posto será ocupado pelo porta-voz do Governo, Yoshito Sengoku, que assumiu interinamente, segundo informou a agência local "Kyodo".

O novo Governo japonês assumiu o poder na terça-feira passada, seis dias depois que Yukio Hatoyama anunciou sua renúncia como primeiro-ministro pressionado pela queda de sua popularidade após a decisão de manter uma polêmica base militar dos EUA no sul do Japão.

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