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11/06/2010 - 07h54 / Atualizada 11/06/2010 - 10h14

Sanções impedem venda de mísseis S-300 ao Irã, confirma Rússia

Em Moscou

Raio-x da Rússia

  • Nome oficial: Federação Russa
    Forma de governo: Federação
    Capital: Moscou
    População: 140.041,247
    Idioma: Russo e outras muitas minorias
    Grupos etnicos: Russos 79,8%, tártaros 3,8%, ucranianos 2%, bashkires 1,2%, chuvaches 1,1% e outros não especificados 12,1%
    Religiões: Ortodoxos 15-20%, muçulmanos 10-15% e outros cristãos 2%
    Fonte: CIA Factbook 2009

As novas sanções internacionais contra o Irã aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas impedem a Rússia de cumprir o contrato de provisão de sistemas de mísseis antiaéreos S-300 a Teerã, afirmou hoje uma fonte do Kremlin.

"Os S-300 são afetados pelas sanções", disse às agências russas de notícias um funcionário do Kremlin com a condição de anonimato.

Na véspera, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores russo, Andrei Nesterenko, declarou que "os sistemas de defesa antiaérea, com exceção dos mísseis portáteis, não entram na lista da ONU relativa às armas convencionais".

Enquanto isso, o titular do ministério, Serguei Lavrov, anunciou hoje em Tashkent, capital do Uzbequistão, que em breve o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, irá ditar um decreto com a lista dos armamentos cujo fornecimento não será afetado pelas sanções.

Os S-300, similares aos Patriot americanos, podem seguir e abater vários alvos simultaneamente a alturas de até 27 quilômetros, com um alcance de 200 quilômetros, por isso permitiriam, segundo alguns analistas, ao Irã se defender com eficácia no caso de um ataque aéreo.
 

Entenda as sanções contra
o Irã aprovadas pela ONU

A resolução da ONU contra o país prevê restrições a mais bancos iranianos no exterior, caso haja suspeita de ligação deles com programas nuclear ou de mísseis. Estabelece também uma vigilância nas transações com qualquer banco iraniano, inclusive o Banco Central.

Em 2007, a Rússia assinou um contrato para a venda de cinco baterias S-300 por US$ 800 milhões ao Irã, que Moscou mantém congelado.

Por sua vez, o diretor do Serviço Federal de Cooperação Militar (SFCM) da Rússia, Mikhail Dmitriev, disse ontem que a resolução do Conselho de Segurança não impede a entrega desses sistemas de mísseis antiaéreos.

"No que tange às provisões de S-300 ao Irã, a Rússia não se vê de mãos atadas de nenhuma forma pela resolução do Conselho de Segurança da ONU, seguimos trabalhando neste contrato", assegurou Dmitriev à agência oficial russa "Itar-Tass".

Acrescentou que "a resolução deixa uma ampla margem para a cooperação militar" russo-iraniana, pois "as restrições impostas só têm a ver com as armas ofensivas".

 

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