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12/06/2010 - 18h43 / Atualizada 12/06/2010 - 19h00

Governistas vencem eleições legislativas na Eslováquia, diz pesquisa

Bratislava, 12 jun (EFE).- Os governistas do partido Direção-Social Democracia (Smer) venceram as eleições legislativas realizadas hoje na Eslováquia, indicam os resultados de uma pesquisa telefônica realizada pelo instituto Focus.

O Smer teria obtido 29,7% dos votos, à frente dos conservadores da União Democrata Cristã da Eslováquia (SDKU), com 18,1% dos votos, e dos liberais do partido Liberdade e Solidariedade (SaS), que teriam obtido 11,6%, anunciou a emissora "TA3" após o fechamento das urnas atrasadas às 22h30 local (17h30 de Brasília).

Esses resultados dificultam a renovação da atual aliança governista integrada por social-democratas e nacionalistas e abre a possibilidade de um Executivo de coalizão de centro-direita.

Os social-democratas do Executivo sofreram um forte golpe pela baixa votação do aliado Movimento pela Eslováquia Democrática (HZDS), do ex-primeiro-ministro Vladimir Meciar, que obteve apenas 4,3% dos votos, segundo a pesquisa. Por não superar a barreira de 5%, o HZDS fica de fora do Parlamento.

O Partido Nacional da Eslováquia (SNS), do xenófobo Jan Slota, acabou se tornando o último partido do Conselho Nacional da República Eslovaca (Parlamento), com 6,3% dos votos, após ter sido a terceira força parlamentar.

O Escritório Estatístico informará ao vivo sobre a apuração. Estima-se que os primeiros resultados indicativos serão divulgados no início da madrugada na Eslováquia.

Apesar do intenso calor que fazia, a participação nas eleições se aproximou de 65%, contra 55% de quatro anos atrás, indicou à imprensa Livia Skultetyova, representante da Comissão Eleitoral Central.

Estavam inscritos 4,3 milhões de eleitores, de uma população total de 5,42 milhões, para escolher os 150 membros do Parlamento, com sede em Bratislava.

Essas foram as quintas eleições legislativas na Eslováquia após se constituir como Estado, depois da cisão da Tchecoslováquia e consequente criação da República Tcheca e da Eslovaca, em 1º de janeiro de 1993.

O pleito foi permeado por um escândalo de corrupção que afetou o partido governista Smer, cuja popularidade foi abalada.

Mesmo assim, os social-democratas obtiveram melhores resultados que há quatro anos, quando foram votados por 29,14% do eleitorado.

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