UOL Notícias Notícias
 
15/06/2010 - 16h47 / Atualizada 15/06/2010 - 17h05

AI diz que falta transparência em investigação proposta por Israel

Londres, 15 jun (EFE).- A Anistia Internacional (AI) afirmou hoje que falta transparência e independência à investigação interna proposta por Israel para esclarecer o ataque contra uma frota internacional de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, no qual morreram nove pessoas.

A organização considera que a investigação, que será feita por uma comissão formada por três autoridades israelenses e dois observadores internacionais, não tem o formato adequado para garantir a imparcialidade.

"O formato desta comissão representa uma decepção e uma oportunidade perdida", diz em comunicado o diretor para o Oriente Médio da AI, Malcolm Smart.

"A comissão não parece que vai ser independente nem suficientemente transparente, já que os dois observadores podem ter acesso negado a informações fundamentais", opinou Smart, ao lembrar que "as descobertas da comissão não serão usadas em futuros processos judiciais".

Segundo a AI, a comissão não investigará os israelenses envolvidos no ataque de 31 de maio e só terá acesso ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa, e sequer está claro se suas conclusões terão valor jurídico.

Além disso, os investigadores podem censurar dados caso considerem que podem prejudicar a segurança nacional de Israel.

"Os procedimentos da comissão devem ser abertos, transparentes e permitir o acesso a todas as fontes de informação", insiste Smart.

Além disso, para a AI, o Governo israelense não deveria determinar quais das descobertas serão divulgadas.

A AI mostra especial preocupação com a decisão de não usar as conclusões dos investigadores como provas em processos judiciais e alerta que Israel, como qualquer Estado, é obrigado pela legislação internacional a processar e punir os autores de delitos e a combater a impunidade.

A organização também aponta que a designação desta comissão não deve perder o foco do contínuo bloqueio à Faixa de Gaza, que Israel "deve suspender imediatamente".

Em vez da investigação proposta pelo Estado judeu, que foi aceita com reservas pela comunidade internacional, a organização pede uma investigação internacional rápida, independente e crível, conduzida por pessoas de provada credibilidade e imparcialidade com a qual Israel deveria cooperar totalmente.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h09

    -0,55
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h17

    1,04
    63.887,03
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host