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15/06/2010 - 07h47 / Atualizada 15/06/2010 - 11h44

Celso Amorim reivindica atenção a emergentes sobre paz e guerra

Em Paris
  • O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, diz que é hora de escutar os emergentes

    O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, diz que "é hora de escutar os emergentes"

Acordo nuclear apoiado por Brasil e Turquia continua de pé, afirma Ahmadinejad

Na declaração de Teerã, assinada em 17 de maio com o Brasil e a Turquia, a República Islâmica aceitou trocar, em território turco, 1.200 kg de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 kg de combustível enriquecido a 20%, para alimentar seu reator de pesquisa médica de Teerã.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, queixou-se das críticas a seu país e à Turquia pelo acordo com o Irã sobre o controle do programa nuclear iraniano, e reclamou do fato de as potências emergentes sejam escutadas nas questões internacionais vinculadas à paz e à guerra.

Esses temas que constituem "o núcleo duro da política mundial", assinala Amorim em artigo publicado hoje pelo "Le Figaro", "seguem sendo a prerrogativa de um pequeno número de países", basicamente os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: os Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

"É hora de escutar os países emergentes - Turquia e Brasil, mas também outros como a África do Sul, Egito e Indonésia - nas questões graves de paz e guerra. Acrescenta que tê-los "tornará mais justiça a sua competência e a sua capacidade. "Mas, sobretudo, escutá-los abrirá as portas a um mundo melhor".

O ministro, que participa hoje em um debate em Paris organizado pelo "Le Figaro" e pelo "International Herald Tribune" que questiona se o Brasil é a nova oportunidade do Atlântico, denuncia que "as decisões mundiais não podem continuar sendo adotadas sem ouvir suas vozes".

Amorim considera que "a insistência para sanções contra o Irã", em alusão às ditadas na semana passada pelo Conselho de Segurança da ONU, "confirma a percepção de inúmeros analistas que denunciam que os centros tradicionais de poder não compartilharão o status privilegiado".

Esta situação contrasta com as mudanças ocorridas nos últimos anos no cenário internacional, com a abertura em outros âmbitos, como o comercial e o da mudança climática, que se abriram aos grandes países em desenvolvimento.

"A crise financeira acentuou ainda mais a aparição de novos atores", e assim o Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) "substituiu o Grupo dos Oito (G8, reúne os sete países mais industrializados do mundo, mais Rússia) como primeiro fórum de debates e de tomada de decisões sobre a economia mundial", argumenta.

"As discussões sobre o comércio, finanças, mudança climática e inclusive a governança mundial começaram a ser abertas aos países em desenvolvimento", constata Amorim antes de dizer que "sem a presença de países como China, Índia, Brasil, África do Sul e México não se alcançaria nenhum resultado tangível". 

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