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15/06/2010 - 06h52 / Atualizada 15/06/2010 - 07h46

Refugiados quirguizes no Uzbequistão chegam a 83 mil; mortos chegam a 170

Em Moscou

Um total de 83 mil cidadãos quirguizes de etnia uzbeque se refugiaram no Uzbequistão após fugirem dos enfrentamentos étnicos no sul do Quirguistão, que causaram a morte de 170 pessoas, informou o Ministério de Situações de Emergência uzbeque.

"Nestes momentos, a entrada no país de refugiados do Quirguistão está restrita, pois já chegou um grande número", indicou Abdullah Aripov, vice-primeiro-ministro uzbeque, que acrescentou que só é permitida a entrada ao Uzbequistão de feridos, mulheres e crianças.

Os refugiados foram instalados em centenas de acampamentos nas regiões de Andijan, Namangansk e Fergana, onde recebem a assistência necessária, incluindo atendimento médico, informou desde Tashkent a agência russa "RIA Novosti".

Só na região de Andijan, 7.400 refugiados solicitaram ajuda médica, dos quais 80 sofreram ferimentos a bala de diversas gravidades e 27 lesões por objetos contundentes, enquanto 80 mulheres grávidas com risco de aborto tiveram que ser hospitalizadas.

Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde quirguiz, o número de mortos nos choques étnicos que começaram no último dia 11 chega a 170.

"Até esta manhã, o número de pessoas que solicitou assistência médica nas regiões de Osh e Jalal-Abad chega a 1.762, das quais 826 tiveram que ser hospitalizadas e 798 receberam atendimento ambulatorial", segundo o comunicado oficial.

Enquanto isso, o Governo provisório anunciou que declarará na quarta-feira dia de luto oficial pelos mortos dos últimos dias no país.

"É uma enorme perda. Honramos a memória de todas as vítimas", disse a presidente interina, Rosa Otunbayeva, citada pela agência "24.kg".

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