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16/06/2010 - 05h54 / Atualizada 16/06/2010 - 07h28

Mortos em conflito no Quirguistão já chegam a 187

Pelo menos 187 pessoas morreram nos choques entre quirguizes e uzbeques iniciados no último dia 11 no sul do Quirguistão, segundo novo balanço divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Ministério da Saúde do país da Ásia Central.

De acordo com os últimos dados, um total de 1.918 pessoas solicitou assistência médica na região dos conflitos nos últimos dias, das quais 902 foram hospitalizadas, afirma o relatório de Saúde citado pela agência de notícias "AKIpress".

Os choques entre quirguizes e uzbeques começaram em Osh, a segunda cidade do Quirguistão, na madrugada da sexta-feira passada. Em seguida, os conflitos se estenderam à cidade vizinha de Jalal-Abad, apesar do estado de exceção decretado pelo Governo provisório quirguiz.

A presidente interina do Quirguistão, Rosa Otunbayeva, admitiu na terça-feira (15) que o número de vítimas mortais poderia ser "muito superior" aos dados publicados pelo Ministério da Saúde, já que a tradição local é enterrar imediatamente os defuntos sem que as mortes sejam confirmadas por serviços de medicina legal.

O Quirguistão inicia nesta quarta-feira um período de luto nacional, que durará três dias, em memória das vítimas dos enfrentamentos étnicos, que segundo o Governo provisório quirguiz, foram provocados por seguidores do presidente deposto Kurmanbek Bakiev, refugiado atualmente em Belarus e cuja extradição é reivindicada por Biskek.

Refugiados

Os confrontos provocaram a fuga de milhares de cidadãos quirguizes de etnia uzbeque. Mais de 100 mil cidadãos se refugiaram no Uzbequistão, fugindo dos enfrentamentos étnicos no sul do país, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Conflito deixa centenas de mortos no país

De acordo com o órgão, 90% destes refugiados são crianças, mulheres e idosos. O comunicado acrescenta que a maioria das crianças foram vítimas de violência física e psicológica.

Grande parte dos refugiados foi hospedada em 75 acampamentos na região uzbeque de Andijan.

Na terça-feira, o Ministério de Situações de Emergência do Uzbequistão informou que 83 mil cidadãos quirguizes de etnia uzbeque tinham buscado refúgio no país. A debandada obrigou as autoridades a restringiram a entrada de feridos, mulheres e crianças no país.

Segundo a "AKIpress", a Unicef enviou nesta quarta-feira sete caminhões com ajuda humanitária ao leste do Uzbequistão, com tendas de campanha, roupas, cobertores, remédios e utensílios de cozinha para auxiliar a assistência aos refugiados.

Na véspera, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou o envio ao Uzbequistão de seis aviões de carga Il-76 com 40 toneladas de ajuda humanitária para reforçar seus armazéns de emergências situados em Dubai. A chegada do primeiro destes aviões estava prevista para a manhã de hoje.

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