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19/06/2010 - 03h30 / Atualizada 19/06/2010 - 03h50

Aung San Suu Kyi completa 65 anos isolada em sua casa

Bangcoc, 19 jun (EFE).- Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz e líder do movimento democrata birmanês, completou 65 anos hoje, isolada em sua casa de Yangun por ordem de uma junta militar temerosa de perder o poder perante o carisma desta ativista transformada em um símbolo.

Para ela é um dia parecido aos já mais de 5.000 que passou fechada na velha casa de estilo colonial que herdou de sua mãe, ou atrás dos muros de alguma sórdida prisão.

O aniversário de Suu Kyi - em quem muitos birmaneses depositam sua esperança de que termine a repressão militar e de poder abraçar algum dia a democracia - foi silenciado em seu país, embora não em outros cantos do mundo nos quais se celebraram atos em sua honra ou protestos em frente às missões diplomáticas birmanesas.

Os seguidores de Suu Kyi e antigos membros da Liga Nacional pela Democracia (LND) não se reuniram nesta ocasião na qual fora a sede do partido, em Yangun, porque ela foi fechada em maio, quando a legenda passou à clandestinidade ao se negar a registrar-se perante a nova Comissão Eleitoral.

Suu Kyi, um ícone mundial da luta contra a opressão, é filha do general Aung San, herói da independência, assassinado pouco antes de se proclamar a República, e de Khin Kyi, de quem cuidou quando em 1988 retornou a seu país no meio de um período de agitação social que motivou sua decisão de assumir a liderança do movimento democrata.

Mianmar é governada por uma ditadura militar desde o golpe de 1962.

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