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19/06/2010 - 06h20 / Atualizada 19/06/2010 - 06h27

Obama pede a republicanos que não bloqueiem projetos cruciais

(embargada até as 7h deste sábado) Washington, 19 (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje aos líderes do Partido Republicano no Congresso que cessem sua oposição a projetos cruciais em um momento em que o país enfrenta, que qualificou como "uma variedade de grandes e difíceis desafios".

Em seu habitual discurso por rádio dos sábados, Obama disse que entre as iniciativas bloqueadas estão um projeto para dar benefícios aos desempregados como consequência da crise econômica.

Também citou um projeto que responsabiliza as empresas de petróleo pelos desastres que causam e a oposição à nomeação de mais de uma centena de candidatos a postos-chave no Governo.

"Senti-me decepcionado esta semana ao ver que a política obstruiu a passagem de nossa capacidade para avançar em uma série de projetos cruciais que têm impacto direto na vida da população", assinalou.

Obama manifestou que foi possível avançar na recuperação econômica e na criação de empregos, embora ainda haja milhões sem trabalho e que a legislação no Congresso estenda os benefícios a essas pessoas.

"Infelizmente, a liderança republicana no Senado nem sequer permite que esse projeto seja submetido a votação", assinalou. "Tudo o que pedimos é que seja votado", acrescentou.

Obama indicou que o mesmo ocorre com a legislação sobre a responsabilidade das empresas petrolíferas em casos de desastre.

"Neste momento, a lei estabelece um máximo de US$ 75 milhões à quantidade que as empresas petrolíferas devem pagar às famílias e pequenas empresas que sofrem perdas econômicas como resultado do derrame que presenciamos no litoral do Golfo. Deveríamos eliminar esse máximo. Mas a liderança republicana nem sequer permite o debate ou a votação", disse.

Sobre suas designações assinalou que ainda há 136 pessoas que esperam uma aprovação do Senado.

"Todas são altamente qualificadas. Poucas são controvertidas. A grande maioria tem o apoio de ambos os partidos. Mas a maioria viu que sua designação foi intencionalmente atrasada pelos líderes republicanos".

"Isto significa que em um momento em que nosso país enfrenta tantos desafios (...) não podemos conseguir que gente qualificada que necessitamos para iniciar o trabalho seja confirmada", assegurou.

O presidente dos EUA afirmou que a estagnação como estratégia política é destrutiva para o país.

"Sejamos republicanos ou democratas, temos uma obrigação que vai além de nos preocupar com a próxima eleição. Temos a obrigação de nos preocupar com a próxima geração. Assim é que espero que quando o Congresso volte na próxima semana, fará isso com um maior espírito de transação e cooperação", acrescentou.

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