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19/06/2010 - 19h43 / Atualizada 19/06/2010 - 19h50

Uribe transmite pesar a parentes de vítimas de explosão em mina colombiana

Bogotá, 19 jun (EFE).- As tarefas para resgatar 53 funcionários que continuam presos em uma mina de carvão na Colômbia prosseguem hoje, mas sem esperança de encontrá-los com vida, depois da recuperação de 19 corpos, em um dia em que o presidente Álvaro Uribe viajou até o local para se reunir com os parentes das vítimas.

Os funcionários que ainda estão presos não puderam ser resgatados ainda devido a uma acumulação de gases no interior da mina, confirmou hoje Jhon Fredy Rendón, diretor do Departamento Administrativo de Atendimento e Prevenção de Desastres de Antioquia, departamento do noroeste da Colômbia, onde fica a mina de San Fernando.

"Seguimos em processo de ventilação e oxigenação do interior da mina", disse Rendón, ao confirmar as dificuldades para as tarefas de busca.

O funcionário esclareceu que todos os corpos resgatados até o momento correspondem a mineradores que morreram pela onda de explosões gerada, aparentemente, por uma concentração de gás metano, na noite de quarta-feira.

Rendón disse, além disso, que, mais de 60 horas depois da explosão, é muito difícil encontrar com vida os mineradores presos e que a "única possibilidade real é que dentro do túnel um ou vários trabalhadores tenham ficado fechados embaixo de dois desabamentos gerados pela explosão e tenham alguma entrada de oxigênio".

A imprensa colombiana informou que as equipes de resgate localizaram hoje os corpos de outros quatro mineradores, mas que não puderam ser recuperados por causa do risco de uma nova explosão pela acumulação de gases.

O presidente colombiano foi hoje ao município de Amagá, onde ocorreu a tragédia, para se reunir com os familiares das vítimas.

"Quero saudar-lhes cheio de afeto, de dor, apreciadas famílias. Nos dói muito, tenho que confessar que me sinto muito impotente e que há uma espécie de covardia nesta dor", disse Uribe.

O presidente pediu um relatório detalhado às autoridades de Antioquia sobre a situação da segurança da mina de carvão e os trabalhos de resgate dos 53 mineradores ainda presos.

Uribe prometeu aos familiares todos os esforços para que "não se sintam desprotegidos" e que sejam pagos todos os seguros.

A companhia Carbones San Fernando, que operava a mina, informou em um comunicado de imprensa que continuará com o pagamento do salário às famílias dos funcionários mortos e contratou 15 psicólogos para acompanhar as pessoas afetadas.

Por sua parte, o governador de Antioquia, Luis Alfredo Ramos, informou sobre a ativação de uma comissão investigadora do acidente.

"A comissão deverá entregar em um prazo de no máximo 15 dias um relatório sobre o que ocorreu aqui e que será compartilhado com todos os familiares das vítimas e a comunidade de Amagá", disse.

Na praça principal da pequena cidade, foi realizado hoje o sepultamento de outros dois mineradores, após o enterro coletivo de quinta-feira.

No momento do acidente, que aconteceu durante a mudança de turno dos trabalhadores, havia cerca de 160 pessoas no túnel da mina de carvão, das quais 90 conseguiram sair e 71 ficaram presas.

Em novembro de 2008, uma inundação em um túnel na mesma mina causou a morte de cinco pessoas, enquanto outras 86 perderam a vida em 1977, em uma explosão em outra mina de carvão em Amagá.

Há cerca de 20 minas legais e outras 120 ilegais no departamento de Antioquia.

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