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24/06/2010 - 12h03 / Atualizada 16/08/2010 - 23h55

Cúpulas no Canadá devem firmar competências de G8 e G20

Julio César Rivas.

Toronto (Canadá), 24 jun (EFE).- O Canadá se prepara para receber a partir desta sexta-feira duas cúpulas, a do G8, com foco em temas de segurança como Irã e Coreia do Norte, e a do G20, em que países desenvolvidos e emergentes analisarão a ainda frágil recuperação econômica mundial.

As cúpulas do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados e a Rússia) e do Grupo dos Vinte (G20, países mais ricos e principais emergentes) serão de 26 e 27 de junho em cidades diferentes. As reuniões devem firmar as competências dos dois grupos, que a comunidade internacional vê como eixos de uma nova ordem mundial.

O Canadá, que tem a responsabilidade de organizar as duas reuniões e estabelecer as linhas gerais da discussão, determinou um tema comum para os encontros: "recuperação e novos inícios".

A ideia do Canadá, que conta com o apoio das principais potências do mundo desenvolvido, é que o G20 confirme seu papel como encarregado de responder aos problemas econômicos mundiais, dado que os países do grupo juntos somam 90% da produção global, 80% do comércio e 75% da população do planeta.

O G20 é integrado pela União Europeia (UE) como bloco, os países do G7 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França) e Coreia do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e Rússia.

Já o seleto G8 terá principalmente as competências em matéria de segurança mundial, além de desenvolvimento internacional e meio ambiente, entre outros temas.

A divisão de atribuições responde ao conceito de que os temas de segurança são melhor tratados por um grupo reduzido de países, enquanto a globalização da economia requer a incorporação no processo de tomada de decisões das economias emergentes.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, assinalou em maio que, em Toronto, será preciso cumprir os compromissos passados para assegurar a recuperação da economia mundial e restaurar postos de trabalho no mundo todo.

"Como um grupo que representa as principais economias, o G20 também tem a responsabilidade de marcar o início de uma nova era de cooperação econômica, uma que resulte em um crescimento global mais forte, equilibrado e sustentável", acrescentou.

Com relação ao G8, que se reunirá em 25 e 26 em Huntsville, cerca de 200 quilômetros ao norte de Toronto, a cúpula se centrará nas ameaças à segurança mundial e no bem-estar social.

Além do grupo original de sete países a que a Rússia se uniu, o Canadá convidou à cúpula outros dez, como Colômbia e Haiti.

O Canadá insiste que os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, especialmente, serão temas centrais da reunião, e se mostrou disposto a fomentar sanções mais duras que as recentemente aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU ao regime de Teerã.

Quanto ao bem-estar social, o Canadá elegeu como objetivo da cúpula a melhora da saúde das mulheres e crianças das regiões mais pobres do mundo.

Por sua vez, a Cúpula do G20, que será realizada no centro de Toronto nos dias 26 e 27 de junho, se concentrará na recuperação das crises econômica e financeira e na implantação de compromissos adquiridos em reuniões anteriores do grupo.

A reunião do G20 terá a presença de representantes do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Conselho de Estabilidade Financeira, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Mundial do Comércio (OMC) e Nações Unidas.

E o Canadá convidou outros 13 países para participar como observadores.

Na passada Cúpula do G20, realizada em setembro de 2009 na cidade americana de Pittsburgh, os líderes acordaram o fortalecimento dos sistemas de regulação financeira.

O consenso é que as medidas de estímulo financeiro estabelecidas de forma coordenada pelo G20 tiveram sucesso em reduzir os efeitos da crise e acelerar o início da recuperação econômica.

Embora se considere que a recuperação vivida em várias regiões do mundo é frágil, na reunião será colocada a adoção coordenada de medidas para deixar de estimular a economia e, ao mesmo tempo, assegurar que as políticas iniciadas são sustentáveis a médio prazo.

Em Pittsburgh, os países do G20 se comprometeram a evitar a adoção de medidas protecionistas como reação à crise. A reunião de Toronto tentará confirmar o compromisso e evitar tendências protecionistas que possam abalar o comércio internacional.

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