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25/06/2010 - 23h35 / Atualizada 25/06/2010 - 23h37

G8 promete US$ 5 bilhões para saúde materna nos países em desenvolvimento

Toronto (Canadá), 25 jun (EFE).- O Grupo dos Oito (G8, principais países ricos mais a Rússia) se comprometeu hoje a aumentar em US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos as verbas para melhorar o atendimento sanitário às mulheres que dão à luz em países em desenvolvimento e que acabam morrendo por causas evitáveis.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, anunciou que além do dinheiro fornecido pelo grupo (EUA, Japão, Rússia, Itália, França, Alemanha e Canadá), outros países, como a Espanha, Suíça, Nova Zelândia e Noruega, além da fundação Melinda e Bill Gates, prometeram US$ 2,3 bilhões adicionais.

O drama da falta de atendimento médico durante a gravidez e no parto nos países em desenvolvimento foi um dos principais temas tratados pelo G8 no primeiro dia da cúpula, que termina amanhã, graças à iniciativa do Canadá, que colocou o assunto como uma das prioridades de sua Presidência.

O primeiro-ministro revelou, satisfeito, que todos os países do G8, apesar das dificuldades orçamentárias, decidiram fornecer novos fundos, no total de US$ 5 bilhões.

Deste dinheiro, Ottawa comprometeu US$ 1,1 bilhão - que somam-se aos US$ 1,75 bilhão orçados anteriormente - apesar de Harper não querer revelar as quantias comprometidas por outros países.

Organizações como a Global Health Project passaram anos denunciando este drama esquecido. Segundo Lisa Carty, subdiretora da instituição, a cada ano morrem oito milhões de crianças e entre 350 mil e 500 mil mães por causas evitáveis.

O risco de uma mulher morrer durante o parto em um país em desenvolvimento é de um entre sete, quando nos países mais avançados é de um entre 30 mil, segundo a entidade.

O problema, dizem as organizações, não é a falta de avanços médicos, mas de fundos, por isso reivindicavam ao G8 que mobilizasse o dinheiro suficiente para poder cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que estabelecem que até 2015 as mortes de crianças menores de cinco anos devem ser só um terço das que eram em 1990, e as das mães, um quarto.

O Canadá lançou então a chamada "Iniciativa Muskoka" para obter fundos.

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