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25/06/2010 - 21h42 / Atualizada 25/06/2010 - 21h58

Obama chega à cúpula do G8 reforçado por acordo sobre reforma financeira

(Acrescenta informação entregue por altos funcionários americanos) Macarena Vidal.

Toronto (Canadá), 25 jun (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, deu início hoje à sua participação na cúpula do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), em Muskoka, no Canadá, reforçado pelo acordo no Congresso para levar adiante sua reforma no sistema financeiro.

Obama, que chegou esta manhã ao Canadá, participou do almoço com os líderes dos países mais desenvolvidos onde, segundo um alto funcionário americano, que falou sob a condição do anonimato, "foi reiterado o compromisso com um crescimento econômico sólido, e uma parte do crescimento econômico é a consolidação fiscal".

Antes de partir, o presidente americano expressou sua satisfação pelo acordo alcançado no Congresso, que agora deve ser aprovado pelas duas câmaras.

Trata-se da "maior reforma financeira em nosso país desde a Grande Depressão", que é necessária já que "o crescimento econômico e a prosperidade dependem de contarmos com um setor financeiro firme e robusto", assegurou.

Segundo o alto funcionário, no almoço, a chanceler alemã, Angela Merkel, parabenizou Obama pelo acordo, e outros líderes também "destacaram a conquista".

O acordo sobre a reforma financeira é muito positivo para o presidente americano diante das cúpulas do G8 e do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes).

O governante dos EUA colocará perante os líderes a necessidade de adotar medidas similares para proteger a economia mundial.

"Precisamos atuar de maneira ajustada por uma simples razão: esta crise demonstrou e os eventos continuam afirmando que nossas economias nacionais estão ligadas de modo inseparável", disse o presidente.

As palavras de Obama chegam depois que, no fim de semana passado, ele dirigiu uma carta aos participantes da cúpula do G20 na qual pediu que ainda não fossem retiradas as medidas de estímulo para evitar que a economia mundial pudesse voltar a cair em uma segunda recessão.

As sugestões foram recebidas com frieza pelos países europeus, mais partidários de medidas de contenção fiscal para reduzir seus déficits.

"Neste fim de semana colaborarei com outros países não só para coordenar nossos esforços para a reforma financeira, mas para promover o crescimento econômico global", acrescentou Obama, que lembrou que nas últimas duas cúpulas as potências internacionais conquistaram avanços para sair da crise e evitar sua repetição.

Após um almoço de trabalho, os líderes do G8 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia) participarão de uma sessão com líderes africanos, que se ampliará depois para os dirigentes de Jamaica, Haiti e Colômbia, onde será discutido o narcotráfico entre África e América Latina.

Em seguida, os líderes do G8 manterão um encontro com jovens e realizarão um jantar de trabalho. No sábado, retornarão a Toronto para participar da cúpula do G20.

Durante sua estadia no Canadá, Obama deve realizar seis reuniões bilaterais, cinco delas com líderes de Coreia do Sul, China, Indonésia, Índia e Japão.

No Canadá, Obama se reunirá com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pela primeira vez desde que assumiu o cargo, em maio, com quem discutirá assuntos como o vazamento de petróleo no Golfo do México e o andamento da guerra no Afeganistão.

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