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25/06/2010 - 12h18 / Atualizada 25/06/2010 - 12h29

Obama dá boas-vindas à reforma financeira

Washington, 25 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu hoje as boas-vindas ao acordo preliminar no Congresso para aprovar a "maior reforma financeira desde a Grande Depressão".

Em um breve discurso antes de partir em direção ao Canadá para participar das cúpulas do Grupo dos Oito e o Grupo dos Vinte (G8 e G20), que reúnem as principais economias do mundo, Obama assegurou que "o crescimento econômico e a prosperidade dependem que contemos com um setor financeiro firme e robusto".

O acordo firmado nesta madrugada nos EUA, após 20 horas de negociação ininterrupta no Congresso, inclui "as maiores proteções financeiras para o consumidor" na história do país, segundo o presidente americano.

Em vez de uma série de agências supervisoras, agora haverá somente uma, e as agências emissoras de cartões de crédito e as empresas hipotecárias "terão que cumprir as regras e proporcionar informações claras e concisas".

Além disso, regula pela primeira vez os mercados de derivados, que geram US$ 600 trilhões ao ano.

A medida abrange "90%" do que Obama havia pedido quando reivindicou ao Congresso uma reforma do sistema financeiro para evitar a repetição de crises como a sofrida nos últimos dois anos.

A reforma outorga também mais poder de supervisão ao Governo e limita a possibilidade de os bancos fazerem apostas arriscadas com seus fundos.

O acordo, que agora será encaminhado ao Congresso para aprovação, representa uma vitória para Obama, que chegará ao Canadá com a prova de que os EUA tomam medidas concretas para evitar as crises financeiras com impacto global.

Wall Street e o setor financeiro em geral exerceram uma dura pressão para evitar que a reforma representasse uma grande diminuição de suas atividades, mas aceitou outras limitações, consciente de que é necessário evitar a crise como a que se originou em 2008.

A Casa Branca espera que o Congresso aprove o texto na próxima semana, para que o presidente possa assinar a lei antes do dia 4 de julho.

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