UOL Notícias Notícias
 
26/06/2010 - 21h17 / Atualizada 26/06/2010 - 21h29

A.Latina chega à Cúpula do G20 com posturas próximas em temas polêmicos

Julio César Rivas.

Toronto (Canadá), 26 jun (EFE).- Os países latino-americanos do Grupo dos 20 (G20, países industrializados e principais emergentes) - Brasil, Argentina e México - iniciam hoje em sua Cúpula uma perspectiva praticamente comum quanto à necessidade de manter os estímulos para reforçar a recuperação econômica e de reformulação das instituições financeiras internacionais.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega - que representa o Governo na Cúpula, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua presença por causa das inundações no Nordeste - deixou claro que a preocupação com o crescimento econômico é prioritária para Brasília.

"Sou a favor de metas, mas elas têm que ser compatíveis com o crescimento", disse Mantega em referência à redução do déficit, insistindo em que a velocidade não pode ser muito rápida, porque caso contrário prejudicaria o crescimento.

Mantega também assinalou que não existe consenso no seio do G20 sobre quanto reduzir o déficit e que a meta de reduzi-lo pela metade para 2013, como quer o anfitrião da Cúpula, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, não é realista.

"É muito draconiana, um pouco difícil, um pouco exagerada", disse Mantega.

O México - que é representado em Toronto por seu presidente, Felipe Calderón, e seus secretários de Fazenda, Ernesto Cordero Arroyo, e Relações Exteriores, Patricia Espinosa Cantellano - assinalou que, por enquanto, é partidário de manter os estímulos econômicos.

Segundo a Presidência do México, a posição desse país é que é necessário "manter um adequado nível de estímulos no curto prazo para assegurar a consolidação da recuperação, assim como estabelecer um plano de retirada dos estímulos, que assegure a sustentabilidade fiscal".

A Argentina, por sua vez, assinalou que vai defender que não existe uma única fórmula para sair da crise e que deveria existir certa flexibilidade para as políticas econômicas nacionais.

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que chegou a Toronto na madrugada do sábado procedente de Vancouver, onde participou da Conferência Sindical Internacional, disse hoje que seu país demonstrou que há outras formas para sair da crise.

Para o governante, um ajuste à europeia, com redução de déficit e o fim das medidas de estímulo econômico, não é a receita preferida por Buenos Aires para sair da crise.

No que os países latino-americanos também estão de acordo é na reforma das instituições financeiras.

O México quer que o G20 estabeleça uma agenda de reformas "em benefício dos países em desenvolvimento" e que fortaleça "as instituições financeiras internacionais para compensar condições financeiras restritivas".

O México considera que é prioritário um aumento de 100% dos recursos por conceito de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a transferência de pelo menos 5% das cotas do fundo aos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Mantega concorda com a análise do México.

O ministro brasileiro assinalou que é importante "a reforma de instituições financeiras internacionais" e considerou que na Cúpula do G20 que será realizada na capital sul-coreana, em novembro, "é perfeitamente possível que se consiga pelo menos uma transferência de 5% das cotas".

Quanto a outro dos temas polêmicos da Cúpula, o das taxas bancárias, o México mostrou sua rejeição a "impostos ou tributos sobre instituições financeiras para cobrir o custo de futuras crises" e prefere "impulsionar que o trabalho em matéria reguladora promova um setor financeiro livre de risco".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,31
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,60
    62.662,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host