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26/06/2010 - 20h54 / Atualizada 26/06/2010 - 21h09

Comissão espera receber 20 mil novas denúncias de tortura no Chile

Santiago do Chile, 26 jun (EFE).- A Comissão Nacional sobre a Detenção Política e a Tortura espera receber 20 mil novos casos de tortura no Chile durante a ditadura (1973-1990) até o dia 17 de agosto, informou hoje a presidente da comissão, María Luisa Sepúlveda.

María afirmou que uma vez finalizada esta etapa, no dia 18 de agosto será iniciada a avaliação dos casos, segundo declarações divulgadas hoje pela Rádio "Bío Bío".

No dia 17 de fevereiro a associação, mais conhecida como "Comissão Valech" - que em 2005 certificou mais de 28 mil casos de tortura cometidos sob a ditadura -, iniciou seu trabalho e começou a receber novos antecedentes sobre vítimas de violações dos direitos humanos sob o regime de Augusto Pinochet.

O objetivo da Comissão Nacional sobre a Detenção Política e a Tortura é recolher os testemunhos de vítimas do regime militar que não foram colocados no relatório anterior, por isso não estariam recebendo as indenizações do Estado.

A presidente da organização explicou que o processo foi realizado com normalidade e acrescentou que não devem existir ampliações do prazo, já que a lei determinou assim.

O relatório final sobre os novos casos deve ser divulgado em fevereiro.

Além dos antecedentes recolhidos no país, os consulados também estão atuando como caixas de correio oficiais e confidenciais das testemunhas.

Durante o processo de qualificação, a comissão é assessorada por advogados, assistentes sociais e psicólogos.

Em 1991 a Comissão Rettig documentou os casos de execuções e desaparecidos políticos durante a ditadura, enquanto a Comissão Valech averiguou em 2003 os casos dos torturados e presos políticos.

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