UOL Notícias Notícias
 
26/06/2010 - 20h50 / Atualizada 26/06/2010 - 20h50

Presidente da China expressa desejo de fortalecer "coordenação" com EUA

Toronto (Canadá), 26 jun (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, expressou hoje sua vontade de fortalecer a "comunicação e a coordenação com os Estados Unidos" nos principais assuntos internacionais, após uma reunião com o líder americano, Barack Obama.

Em declarações à imprensa após a reunião, os dois presidentes asseguraram que "conseguiram verdadeiros progressos nesta relação" durante o último um ano e meio.

"Me agrada que graças aos esforços conjuntos das duas partes foram alcançados progressos tangíveis em nossos laços", declarou o governante chinês.

"Nos encontramos perante os desafios de promover a recuperação total da economia mundial e vários outros problemas", declarou Hu, ao fim da reunião bilateral, a sexta entre os dois líderes.

"Queremos fortalecer a comunicação e a coordenação com o lado americano em questões regionais e internacionais", afirmou o líder chinês.

Por sua vez, Obama disse que foi precisou muito trabalho nos último 15 meses para "erigir uma relação de confiança mútua".

Segundo o diretor para o Leste Asiático no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeff Bared, os dois líderes abordaram assuntos como a situação econômica, o comércio entre os dois países, a Coreia do Norte e o Irã.

Obama convidou Hu para viajar aos Estados Unidos em uma visita de Estado e o presidente da China aceitou. No entanto, a visita ainda não tem data.

Sobre a Coreia do Norte, disse o alto funcionário, Obama deu a entender que não se deve tolerar o ataque de Pyongyang contra o navio sul-coreano "Cheonan" e que é preciso enviar uma "mensagem clara" nesse sentido dentro das Nações Unidas e em outros cenários, para o que pediu o apoio da República Popular.

O presidente americano também expressou seu agradecimento a Hu pelo apoio de Pequim às recentes sanções impostas no Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear iraniano. Ele também pediu à China colaboração para que essas medidas sejam aplicadas.

Obama ressaltou, no entanto, que os Estados Unidos "seguem comprometidos em manter a via diplomática aberta" para resolver o problema.

Os dois líderes abordaram também a recente decisão chinesa de permitir uma flexibilização da cotação do iuane, que os Estados Unidos consideram que é mantido artificialmente desvalorizado, o que beneficia às exportações chinesas e prejudica às americanas.

Obama, acrescentou Bared, ressaltou a necessidade de manter um "fair play" no que se refere ao comércio, onde os EUA padecem de um forte desequilíbrio em sua balança bilateral frente à China.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,40
    3,279
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,95
    63.257,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host