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27/06/2010 - 22h20 / Atualizada 27/06/2010 - 22h39

A.Latina mostra sua satisfação com resultados da Cúpula do G20

Julio César Rivas.

Toronto (Canadá), 27 jun (EFE).- Os três países latino-americanos do G20, México, Brasil e Argentina, mostraram sua satisfação com o resultado da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, principais países ricos e emergentes), na qual foi acertado que é necessário realizar políticas de ajuste sem prejudicar o crescimento econômico.

O comunicado divulgado no final da Cúpula assinala que a saúde das finanças públicas "é essencial para sustentar o crescimento econômico", mas também realiza concessões aos países emergentes e aos Estados Unidos, que advertiam que uma retirada súbita dos estímulos pode prejudicar a recuperação econômica.

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, expressou sua satisfação com a atenção que o grupo dos países mais industrializados do mundo deu à necessidade de não prejudicar a recuperação em prol de reduzir os déficits.

"Nessa posição nós vencemos de modo que os países vão continuar estimulando a recuperação", disse Mantega em entrevista coletiva.

O ministro brasileiro, que viajou para Toronto representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que ficou no Brasil por causa das inundações no Nordeste - disse que o compromisso alcançado neste fim de semana implica que essa política de ajuste será levada adiante sem prejudicar o crescimento.

O secretário de Fazenda do México, Ernesto Cordero Arroyo, evidenciou a dupla postura do documento final da Cúpula, ao assinalar que a curto prazo a política de estímulos é correta mas que no longo prazo é preciso vigiar o déficit público.

"Nós pensamos que uma política fiscal expansiva tem seus méritos, pode ajudar no curto prazo. Mas neste momento o que mais ajuda para gerar investimento, crescimento econômico no mundo todo é que haja certeza de que as economias estão em ordem, que há ordem em casa", afirmou hoje Cordero durante a Cúpula.

O terceiro representante latino-americano em Toronto, a Argentina, também mostrou sua satisfação que a voz dos países emergentes fosse refletida no comunicado final da reunião.

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, disse que a reunião refletiu as duas posturas, os que defendem mais estímulo e os que preferem a contenção dos déficits, mas destacou que não houve "choque de ambos os mundos", segundo assinala a página oficial da Presidência.

"Foram vistas claramente as duas posturas, uma que sustenta que não se deve realizar ajustes e continuar mantendo as medidas contracíclicas assegurando o trabalho, e a outra postura distinta que é a que a eurozona está pondo em prática e que a vemos na Grécia e na Espanha", afirmou.

O acordo alcançado em Toronto estabelece o compromisso das economias avançadas de reduzir pela metade seu déficit até 2013 e reduzir ou manter o peso de sua dívida até 2016.

O anfitrião da reunião, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse durante a entrevista coletiva final que tinha confiança "que todos os países cumprirão seus compromissos" embora só seja pela pressão que exercerão os mercados.

Mas Mantega se mostrou mais cético.

"Eu acho que alguns países terão dificuldades. Outros países o conseguirão. Não vou dizer os que não vão conseguir", afirmou Mantega, que assinalou a Alemanha e França como os que alcançarão o objetivo.

Quanto à reforma das instituições financeiras, o presidente mexicano, Felipe Calderón, assinalou durante um discurso no plenário do G20 que estava de acordo com "a necessidade de estabelecer uma definição de capital e de padrões de liquidez mais estritos, os quais considerem as dificuldades para medir adequadamente os riscos".

Por sua vez, Cristina Fernández destacou a importância que durante a próxima Cúpula do G20, a ser realizada em novembro deste ano na capital sul-coreana, Seul, se tenham normativas sobre o sistema financeiro internacional.

Mantega mostrou sua satisfação que a reunião de Toronto tenha impulsionado a reforma financeira depois que o grupo tenha se comprometido a tomar as medidas necessárias para fortalecer o sistema financeiro, diminuir o risco e a volatilidade ao mesmo tempo em que aumenta a transparência.

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