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27/06/2010 - 16h30 / Atualizada 27/06/2010 - 16h35

CIA afirma que Al Qaeda está mais debilitada do que nunca

Washington, 27 jun (EFE) O diretor da CIA (Agência de Inteligência americana), Leon Panetta, afirmou hoje que a rede terrorista Al Qaeda está muito debilitada e que sua presença no Afeganistão é agora "relativamente pequena", com entre 50 e 100 militantes operando nesse país.

"Estamos falando como muito de entre 50 e 100, talvez menos", ressaltou no programa "This Week" da rede de televisão "ABC". O resto se esconde nas áreas tribais do Paquistão, sugeriu
Em sua primeira entrevista em um programa dominical desde que foi nomeado diretor da CIA em janeiro de 2009, Panetta também disse que o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, se esconde na montanhosa e extremamente complicada área.

"Ele está em uma zona das áreas tribais do Paquistão que é um terreno muito complicado, talvez o mais difícil no mundo", afirmou.

Questionado se poderia ser mais específico, o diretor da CIA assinalou que a única coisa que pode dizer é que ele se encontra "nessa vizinhança".

Panetta reconheceu que os Estados Unidos não dispõem de boas informações de inteligência sobre o esconderijo de Bin Laden desde princípios de 2000.

No entanto, se mostrou confiante que seu país localizará cedo ou tarde o líder da Al Qaeda e os outros líderes.

Quanto à guerra no Afeganistão, Panetta admitiu que está sendo "mais duro" registrar avanços.

"Há alguns problemas sérios" no Afeganistão, afirmou. "Lidamos com sociedades tribais, com um país que tem problemas com a governabilidade, com o narcotráfico, com a insurgência talibã", explicou.

Para o diretor da CIA, se o Afeganistão aceitarem sua responsabilidade e forem capazes de desdobrar um Exército e uma força policial efetiva para manter a estabilidade, então haverá avanços na estratégia militar e civil.

Panetta rejeitou, além disso, as informações que apontam que a rede fundamentalista Haqqani, parte importante da insurgência no Afeganistão e aliada da Al Qaeda, queira participar do processo de reconciliação de Cabul.

Panetta defendeu, além disso, os ataques aéreos da CIA na região, ao assegurar que as acusações que Washington viola a lei internacional são errôneas.

"Temos o dever, a responsabilidade, de defender este país, de modo que a Al Qaeda nunca mais efetue este tipo de atentados", referindo-se ao 11 de Setembro.

Por sua vez afirmou que a CIA não tinha outra opção que adjudicar a segurança no Afeganistão a "Xe", antiga "Blackwater", porque ela apresentou uma oferta inferior em US$ 26 milhões à de outras empresas de segurança privada, e um relatório da agência mostrou que a empresa tinha melhorado suas atuações.

Em 2007 um grupo de agentes da "Blackwater" disparou contra os civis que se encontravam na praça bagdali de Al Nasur, o que deixou um saldo de 17 mortos e 27 feridos.

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