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27/06/2010 - 20h56 / Atualizada 27/06/2010 - 21h00

Coreia do Norte se comporta de maneira "beligerante" contra Seul, diz Obama

Toronto (Canadá), 27 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a Coreia do Norte se comportou de maneira "beligerante" contra Seul no afundamento do navio "Cheonan" e pediu a Pequim que some-se a condenação do ato.

Em entrevista coletiva ao fim da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, principais países ricos e emergentes), encerrada hoje em Toronto (Canadá), Obama aludiu à resistência chinesa em condenar taxativamente no seio das Nações Unidas e em outras instâncias o afundamento do navio, que uma investigação atribuiu a um torpedo norte-coreano.

O presidente americano, que se reuniu no sábado com o presidente da China, Hu Jintao disse que foi "muito taxativo" ao indicar que "não nos encontramos em uma situação de igualdade moral, mas de um país beligerante que comete atos provocadores contra outro".

Obama afirmou ser consciente de que a China não quer ver uma crise na península coreana que pode ter consequências em seu lado da fronteira e disse que entende a "moderação" do lado de Pequim.

Mas, advertiu, "há uma diferença entre a moderação e a cegueira".

"É um exemplo de Pyongyang exagerando e é necessário falar contra isso, pois de outro modo não chegaremos a lugar algum com a Coreia do Norte", acrescentou.

"Queremos que uma Coreia do Norte desnuclearizada seja um membro responsável da comunidade internacional, mas isso não ocorrerá se não formos honestos sobre o que ocorre e como se comportam as nações", declarou o presidente americano.

Segundo indicou, o presidente sul-coreano, Lee Myung Bak, demonstrou "uma contenção extraordinária" em sua resposta e é "imprescindível" que a comunidade internacional lhe demonstre seu apoio.

"Seguiremos aumentando a pressão até que a Coreia do Norte tome decisões de acordo com as normas internacionais", ressaltou Obama.

O presidente americano abordou a situação em várias reuniões bilaterais ao longo da cúpula, incluindo as realizadas com Hu e Lee, e voltará a tratá-la nas próximas horas durante um último encontro em Toronto com o novo primeiro-ministro japonês, Naoto Kan.

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