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27/06/2010 - 21h03 / Atualizada 27/06/2010 - 21h37

Mantega diz que reunião de Toronto é vitória para emergentes

Toronto (Canadá), 27 jun (EFE).- O ministro das Finanças, Guido Mantega, disse hoje que os países emergentes venceram na reunião do Grupo dos Vinte (G20, principais países ricos e emergentes) em Toronto ao conseguir que o grupo insistisse na consolidação do crescimento.

"Nessa posição nós vencemos de modo que os países vão continuar estimulando a recuperação", disse Mantega, que representou o Brasil perante a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cancelou sua participação devido às inundações no nordeste.

O comunicado emitido hoje pelo G20 no final da cúpula reflete o compromisso dos "países desenvolvidos" de reduzir os déficits "pelo menos à metade" para o ano de 2013 e de "estabilizar ou reduzir a dívida governamental como percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano 2016".

Mantega disse que o compromisso alcançado este fim de semana em Toronto implica que essa política de ajuste seja levada adiante sem prejudicar o crescimento.

No mais, comemorou que a reunião do G20 tenha dado também um novo impulso à reforma financeira, algo que os países emergentes demandavam.

Os países-membros se comprometeram, nesse sentido, a tomar as medidas necessárias para fortalecer o sistema financeiro, diminuir o risco e a volatilidade ao mesmo tempo em que aumentam a transparência.

O G20 postergou para a reunião de chefes de Estado de novembro em Seul a aprovação, entre outras medidas, de um nível concreto de aumento de capital para os bancos.

O ministro também diminuiu hoje a importância da decisão da China de flexibilizar o tipo cambial não mencionada de forma explícita no comunicado final, apenas nas minutas prévios.

"O importante não é a menção ou não menção", disse Mantega, que acrescentou que "o importante é o feito com que a China declarou que flexibiliza seu regime de câmbio", uma medida que "deixou todos felizes".

O ministro indicou que "o único ponto no qual não houve avanço" foi no comércio.

Explicou, nesse sentido, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mencionou hoje durante o almoço que tem pressões políticas e não pode concordar com a rodada de Doha como está.

Segundo Mantega, o inquilino da Casa Branca insistiu na necessidade de avançar também na liberalização dos serviços.

Mantenha disse crer que caso se introduzem novas discussões se corre o risco de "não chegar a nenhum lugar".

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