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27/06/2010 - 06h59 / Atualizada 27/06/2010 - 07h15

Supremo israelense liberta ultra-ortodoxos

Jerusalém, 27 jun (EFE).- O Corte Suprema de Israel ordenou hoje que sejam postos em liberdade cerca de 30 pais de alunas de uma escola ultra-ortodoxa na qual se discriminava as meninas pela origem de seus pais, após aceitar um acordo alcançado pelas partes fora dos tribunais.

Em uma audiência esta manhã, os juízes referendaram o acordo de conciliação pelo qual as partes se comprometem a solucionar o problema de discriminação no colégio "Benot Yacov", no assentamento judaico de Emanuel, com um prazo máximo de cinco dias antes que comece o próximo ano letivo, no dia 25 de agosto.

"Chegamos a cotas que não deveríamos, espero que o problema se solucione.. Porque afinal de contas somos um mesmo povo", disse o presidente do tribunal, o juiz Edmond Levy, ao aceitar o compromisso.

Como medida de boa vontade, os pais presos aceitaram que, durante os três dias de aulas que restam este ano, suas filhas de origem asquenaze (centro-europeu) se sentem com as de origem sefardita e mizrahim (Espanha medieval e países árabes) na mesma sala de aula.

Até agora, as meninas eram divididas por classes e separadas por uma cerca no pátio do colégio durante o recreio para que não entrassem em contato, ao alegar os asquenazes que as sefarditas e mizrahim não têm o mesmo nível de religiosidade.

A detenção dos pais no dia 17, após negar-se a cumprir a ordem judicial que anulava a separação, originou uma onda de protestos em massa da comunidade ultra-ortodoxa asquenaze contra o principal órgão do Poder Judiciário, na crença que estava se envolvendo em um assunto fora de suas atribuições.

Os juízes discursaram por causa de uma denúncia apresentada há mais de um ano pela associação "Noar Halachá", também ortodoxa, para que pusesse fim à discriminação.

"A discriminação terminou", proclamou Yoav Lalum, diretor da associação litigante, ao sair da audiência.

Lalum aceitou na semana passada uma proposta para que o caso fosse levado à arbitragem pelos dirigentes espirituais de ambas as comunidades, em vez de deixá-lo em mãos dos tribunais civis.

Por causa da onda de protestos - mais de cem mil ultra-ortodoxos se manifestaram em Jerusalém no dia das detenções - também a Corte Suprema preferiu a conciliação e deu de prazo até o dia 25 de agosto para que lhe apresentem uma solução aceitável pela legislação.

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