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01/07/2010 - 15h49 / Atualizada 01/07/2010 - 15h52

Obama afirma que vai levar reforma migratória adiante

Macarena Vidal Washington, 1 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que seu Governo levará adiante uma reforma exaustiva do sistema migratório que "reflita nossos valores como um Estado de Direito e um país de imigrantes".

Em discurso sobre imigração na Faculdade de Diplomacia da Universidade Americana em Washington, perante 250 pessoas, Obama assegurou que seu Governo não irá adiar a reforma de um sistema "fundamentalmente fracassado".

"Deixamos claro que este Governo não vai adiar as coisas e a reforma migratória não é nenhuma exceção", disse em um discurso no qual, como se esperava, não efetuou nenhum anúncio e se concentrou em resumir sua visão sobre a reforma.

Após reconhecer que a imigração é um assunto "emocional" que se presta à demagogia, ressaltou sua crença de que é possível "deixar a política de lado" e que os partidos, tanto o Democrata como o Republicano, devem se unir para aprovar um sistema que "preste contas".

A maioria dos americanos e dos legisladores democratas, afirmou, "estão preparados" para uma reforma que inclua uma via para a regularização dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais que, calcula-se, residam nos EUA; multas para os empresários que contratem ilegais e o reforço da segurança na fronteira.

Para levá-la adiante, disse, são necessários os votos da oposição republicana, pois só com os 58 sufrágios democratas no Senado não há "'sims'" suficientes para garantir que a vitória da medida, algo para o que faltam 60 cadeiras.

"Sem o apoio republicano não poderemos resolver este problema, esta é a realidade política e matemática", afirmou. Ele lembrou que a medida contou com o apoio de legisladores desse partido em tentativas anteriores de ser aprovada.

A último tentativa, em 2007, promovida pelos senadores Ted Kennedy - democrata - e John McCain - republicano - fracassou devido a desacordos entre os próprios republicanos sobre como tratar os imigrantes ilegais que já se encontravam nos EUA Obama insistiu em que uma reforma migratória deve contar com uma via para a legalização dos imigrantes ilegais, já que pôr toda a ênfase na segurança na fronteira e deter e expulsar os 11 milhões de ilegais é "impossível do ponto de vista logístico, além de caro".

O sistema atual para permitir a entrada de imigrantes legais, ressaltou, também fracassou, pois deu lugar a grandes filas e frequentemente deixa fora candidatos aptos devido a seu alto custo e a necessidade de contratar advogados.

O discurso de hoje de Obama é o último exemplo de uma série de iniciativas do presidente para tentar promover a reforma migratória, uma de suas promessas de campanha.

Em um cenário ideal, a Casa Branca gostaria de ver a reforma no Congresso no começo do ano, embora os analistas duvidem que isto vá ocorrer devido à falta de apoio republicano.

Esta semana, Obama se reuniu com grupos de apoio aos imigrantes e com os legisladores do bloco hispânico no Congresso.

Em maio ele foi ao Congresso para se reunir com os legisladores republicanos e, entre outras coisas, tratar de obter apoio para a reforma.

Também em maio, o presidente do México, Felipe Calderón, lhe pediu que tomasse medidas contra a lei de imigração do Arizona, que transforma ser imigrante ilegal em crime.

Obama, que no passado tinha dito que essa lei está "mal concebida" e pode dar margem a discriminação contra os hispânicos, repetiu hoje suas críticas, ao dizer que esse tipo de legislação "põe uma enorme pressão contra as forças da ordem locais que se veem obrigadas a cumprir leis impossíveis".

O presidente americano, que ordenou que o Departamento de Justiça que estude a lei para determinar se pode ser anticonstitucional, não deu indicações sobre o que esse organismo poderia finalmente levar a medida perante os tribunais.

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