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03/07/2010 - 21h18 / Atualizada 03/07/2010 - 22h00

Chanceleres de A.Latina e Caribe confirmam vontade de consolidar integração

Caracas, 3 jul (EFE).- Os chanceleres e representantes da nova Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) confirmaram neste sábado sua vontade de consolidar a união regional e debateram temas "de interesse" comum como o combate à pobreza e a cooperação econômica e financeira.

Ministros das Relações Exteriores e altos funcionários de 30 países da América Latina e do Caribe realizaram, a portas fechadas, uma reunião em Caracas, na qual acertaram que Venezuela e Chile compartilharão durante o período 2010-2012 a Presidência pro tempore do grupo.

Essa Presidência conjunta se encarregará da "redação dos estatutos" da Celac, cuja criação foi estipulada pelo Grupo do Rio na cúpula realizada por esse organismo em fevereiro no México, indicou um comunicado da Chancelaria venezuelana.

"A Celac será um organismo regional de concertação no continente americano, sem os Estados Unidos nem Canadá (...) cujo objetivo será que os países-membros avancem nos acordos de cooperação e integração entre a região", diz o comunicado oficial venezuelano.

Um "grupo de trabalho aberto" apoiará a Presidência pro tempore em seu trabalho de "definir o documento de procedimento" do novo mecanismo regional de integração, assinala a nota do Ministério de Relações Exteriores venezuelano, sem dar mais detalhes.

O encontro de alto nível foi convocado pelo ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, em atenção a que seu país exerce atualmente a Presidência pro tempore da Celac.

"O objetivo da reunião era "desenvolver a rota rumo à cúpula presidencial que será realizada no dia 5 de julho de 2011 em Caracas, assim como revisar temas de interesse para a região", disse Maduro na sexta-feira.

Nesse sentido, as delegações presentes debateram matérias comuns como a erradicação da pobreza, o analfabetismo, a cooperação econômica e financeira e os recursos energéticos, segundo a nota oficial.

Maduro também apresentou a seus colegas o documento "Plano de Caracas, um conjunto de objetivos para consolidar a integração em diversas áreas".

O chanceler venezuelano disse à imprensa que o Governo do presidente do país, Hugo Chávez, propõe que a região dê prioridade aos temas "energético, climático e econômico".

A proposta venezuelana inclui "uma série de objetivos onde se destaca a superação da pobreza; o uso racional da energia; a criação e cooperação nos âmbitos de tecnologia, transporte e assistência humanitária", informa a Chancelaria em seu comunicado.

Na área financeira, coloca "a necessidade de construir um sistema multilateral de comércio justo que satisfaça as necessidades dos povos em vias de desenvolvimento, visando a diminuir os requisitos exigidos pelos organismos financeiros destes países no momento de outorgar créditos".

Em matéria de energia, a Venezuela propõe a busca de mecanismos para "promover a cooperação regional em relação com a diversificação de recursos energéticos e um maior uso de recursos renováveis", de acordo com a informação oficial.

Além disso, Caracas assinala "a necessidade de aumentar a cooperação entre os organismos regionais de integração existentes".

Os chanceleres e demais altos funcionários reunidos na capital venezuelana decidiram que representantes da Celac e os coordenadores nacionais do Grupo do Rio se reúnam no próximo dia 6 de setembro, para fazer o acompanhamento do estipulado hoje em Caracas.

A Celac reúne 33 países da região: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica e México.

E Também Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela, de acordo com a informação oficial.

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