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04/07/2010 - 19h52 / Atualizada 04/07/2010 - 19h58

Chanceler venezuelano rejeita "nova agressão" de Hillary e exige respeito

Caracas, 4 jul (EFE).- O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, chamou hoje de "nova agressão" contra o Governo de seu país as críticas feitas pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de quem exigiu "respeito absoluto" pela Venezuela.

"Nós rejeitamos esta nova agressão de Hillary Clinton e exigimos respeito absoluto a nossa democracia, a nossas liberdades, a nossa forma de fazer nossa vida, nosso modelo econômico, nosso modelo social, nosso modelo político", declarou Maduro à imprensa local.

A secretária de Estado disse ontem na Polônia que existem Governos intolerantes no mundo que estão "reprimindo lentamente" diferentes grupos cívicos que desempenham um papel importante no desenvolvimento da democracia, e citou a Venezuela como exemplo disso, entre outros.

De acordo com Maduro, essas afirmações "fazem parte de uma conduta obsessiva de Hillary Clinton com o povo da Venezuela e com o presidente Hugo Chávez".

As declarações de Hillary "são um gesto de intriga, de agressão e de desespero contra os processos que estão se desenvolvendo em nosso continente", opinou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela.

As críticas da secretária de Estado americana foram feitas no sábado, "exatamente quando em Caracas" se desenvolve "um processo de diálogo, de compreensão das diversas formas de ver o continente", do qual participaram representantes de "todos os Governos" da América Latina e do Caribe, ressaltou Maduro.

Chanceleres e altos representantes de 30 países latino-americanos e caribenhos realizaram ontem na capital venezuelana um encontro preparatório para a cúpula presidencial da nova Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que acontecerá na Venezuela em 2011.

Chávez disse ontem diante dos chanceleres que a Celac abre caminho para que a região "deixe para trás" o tempo das "terríveis imposições dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos (OEA)".

Washington e a OEA "condenaram" a América Latina e o Caribe "à miséria, ao atraso, à dependência e ao subdesenvolvimento", acrescentou o presidente venezuelano.

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