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04/07/2010 - 15h17 / Atualizada 04/07/2010 - 15h21

EUA mostram preocupação com atraso na formação do Governo iraquiano

Bagdá, 4 jul (EFE).- O vice-presidente americano, Joseph Biden, expressou hoje em Bagdá a preocupação de Washington com o atraso na formação de um Governo no Iraque e reiterou o compromisso de reduzir o número de soldados americanos no país árabe.

O porta-voz interino do Executivo iraquiano, Ali al Dabbagh, explicou em declarações à imprensa que Biden se mostrou preocupado com "o atraso na formação de um Governo e as ingerências regionais", durante uma reunião com o primeiro-ministro em fim de mandato Nouri al-Maliki.

"A delegação dos EUA pediu a formação de um Governo nacional criado pelo povo iraquiano e não pela vontade de países da região", ressaltou Dabbagh.

A rede de televisão estatal "Al Iraqiya" disse que o vice-presidente americano, que chegou ontem à noite ao Iraque em uma visita surpresa, também reiterou o compromisso de seu país de cumprir o acordo assinado entre Bagdá e Washington em dezembro de 2008, que estipula a retirada das tropas americanas.

"O número de soldados americanos vai cair de 140 mil para 50 mil em agosto", assegurou Biden, segundo a "Al Iraqiya".

Além do encontro com Maliki, o vice-presidente dos EUA se reuniu com o líder da aliança política ganhadora nas eleições legislativas de março, o ex-primeiro-ministro Ayad Allawi.

Um comunicado do gabinete de Allawi, líder da coalizão Iraqiya, diz que, durante o encontro, o ex-chefe de Governo iraquiano informou Biden sobre as negociações que mantêm com outras plataformas políticas para constituir um novo Executivo.

A nota acrescentou que também estiveram nessa reunião outros membros da coalizão, o comandante-em-chefe do Exército dos EUA no Iraque, Ray Odierno, e o embaixador americano em Bagdá, Christopher Hill.

Os partidos iraquianos ainda não entraram em acordo para criar um novo gabinete devido aos apertados resultados das eleições, nas quais a Iraqiya venceu com 91 dos 325 cadeiras do Parlamento, frente ao partido de Maliki, que ficou com 89.

Fontes dos serviços de segurança em Najaf, a 160 quilômetros ao sul de Bagdá, revelaram que dezenas de seguidores do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr se manifestaram para expressar sua rejeição à visita de Biden, que consideram como uma ingerência nas negociações atuais para a formação de um Governo.

Sadr é um dos principais detratores da presença americana no Iraque e é próximo ao Governo iraniano.

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