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04/07/2010 - 18h32 / Atualizada 04/07/2010 - 18h35

Imprensa equatoriana exige que Governo precise quais veículos são corruptos

Quito, 4 jul (EFE).- Os principais jornais do Equador, em cartas reproduzidas hoje em suas edições e enviadas ao secretário de Comunicação da Presidência, Fernando Alvarado, exigem que especifique o nome dos veículos de comunicação criticados duramente em uma propaganda oficial por corrupção midiática.

Nas mensagens, os jornais constatam que a propaganda oficial transmitida por emissoras de televisão estatais é divulgada durante as retransmissões dos jogos da Copa do Mundo com maior audiência.

A diretora geral do diário "El Comercio", Guadalupe Mantilla, assegura em sua carta que o Governo, supostamente, "empreendeu uma campanha de desprestígio contra a imprensa livre do Equador".

Mantilla também teme que a campanha oficial tenha o objetivo de "preparar o terreno para estabelecer todo tipo de controle e punição contra a liberdade de expressão, que é o fundamento da República livre".

O diretor do diário "El Universo", Carlos Pérez, sustenta em sua carta que a falta de uma resposta ao pedido de precisões sobre quais meios incorreram na suposta corrupção deixará em liberdade sua empresa para "iniciar as respectivas ações legais contra os responsáveis e contra o Estado equatoriano".

"Requereremos uma resposta urgente em vista do dano que estão nos causando essas mensagens televisivas", ressalta Pérez na carta.

Também o diretor do diário "Expreso", Galo Martínez, afirma que o Governo, antes de realizar a campanha contra a imprensa, "persistiu e generalizou covardemente nos ataques", sem uma precisão de qual meio se dirige a acusação de suposta corrupção, da qual fala o Executivo.

A posição dos maiores jornais do país se dá poucos dias depois de a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiar a "agressiva" campanha de anúncios televisivos do Governo contra a imprensa.

O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, questionou o fato de que o Governo equatoriano "use a propaganda governamental para desqualificar e injuriar a imprensa, com a intenção de viciar a opinião pública e o debate parlamentar dedicado nestes dias a aprovar uma Lei de Comunicação", respaldada pelo Governo.

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