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04/07/2010 - 14h39 / Atualizada 04/07/2010 - 14h40

McCain quer que Obama visite fronteira entre EUA e México

Washington, 4 jul (EFE).- O senador republicano John McCain convidou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a visitar a fronteira entre o estado do Arizona e o México para que "veja em primeira mão" os problemas de segurança da região.

Senador pelo Arizona, McCain foi defensor de uma reforma migratória que fracassou em 2007 e disse que Obama deveria visitar a fronteira para se dar conta da urgência de proteger a área.

"O senador (republicano) Jon Kyl e eu convidamos o presidente a vir à fronteira entre Arizona e (o estado mexicano de) Sonora. A violência é incrivelmente alta" na região e custou a vida de 23 mil mexicanos nos últimos anos, disse McCain em um programa da rede de televisão americana "ABC".

"Há um nível de violência que aumentou significativamente, que faz com que a situação seja muito diferente do que em 2007", argumentou McCain.

Por isso, continuou, "temos que proteger a fronteira e só então poderemos avançar rumo a uma reforma migratória integral".

A postura de McCain é a da maioria dos republicanos do Congresso e grupos conservadores que se opõem a um programa de legalização dos imigrantes em situação irregular nos EUA.

Em discurso na quinta-feira passada, Obama reiterou seu compromisso com a reforma migratória, mas de novo pediu aos republicanos para que se juntem a esse esforço.

O presidente americano assegurou que a fronteira está mais segura do que nunca e que a reforma exigiria apoio bipartidário para ser aprovada no Legislativo.

Já com os olhos nas eleições legislativas de novembro, os democratas querem responsabilizar os republicanos pela atual lentidão nas negociações sobre a reforma migratória.

De fato, o plano de reforma não conta com o apoio necessário para ser aprovado em ambas as câmaras do Congresso.

O Governo de Obama ainda não disse se impugnará uma lei do Arizona que criminaliza a imigração ilegal no estado.

Em geral, os grupos defensores dos imigrantes elogiaram as palavras do presidente e as consideraram como um primeiro passo importante, mas insistiram que presidente e parlamentares devem passar das palavras para os fatos.

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