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04/07/2010 - 14h31 / Atualizada 04/07/2010 - 14h38

Netanyahu barra lei que queria impedir renovação de moratória na Cisjordânia

Jerusalém, 4 jul (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, frustrou hoje uma iniciativa parlamentar que tentava impedir a prorrogação em setembro da moratória na construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Apresentado por dois deputados, um deles do partido Likud, liderado por Netanyahu, o projeto foi rejeitado pela comissão ministerial para assuntos legislativos.

A iniciativa consistia em outorgar ao Parlamento israelense (Knesset) o direito de vetar futuras moratórias na construção de colônias judias no território ocupado, o que seria um obstáculo à extensão da atual paralisação na Cisjordânia, que expira em 26 de setembro.

Segundo a imprensa local, antes da votação o premiê falou com vários ministros de seu partido para pedir apoio pela rejeição do condicionamento a autoridade do Governo nessa matéria ao Parlamento.

A decisão de rejeitar a medida é considerada como um respaldo ao chefe do Governo, caso decida prorrogar a cessação temporária na construção de assentamentos em território palestino.

O episódio ocorre às vésperas da ida do governante à Casa Branca, na próxima terça-feira, para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em meio a informações que apontam a expectativa de Washington sobre a renovação da medida para impulsionar o processo de paz com os palestinos, que atualmente é indireto.

Dirigentes do Partido Trabalhista (o terceiro de maior importância na atual coalizão de Governo) tinham ameaçado abandonar o Executivo se fosse revogada a proibição de edificar no território ocupado.

Netanyahu declarou em novembro a suspensão por dez meses das construções na Cisjordânia, exceto 3 mil projetos ativos, nem Jerusalém Oriental, por isso que é considerada insuficiente pelos palestinos.

O jornal "The Jerusalem Post" apontou que Washington quer que Netanyahu prorrogue a moratória em troca de um acordo com os palestinos para o reatamento do diálogo direto.

Por enquanto, o primeiro-ministro não tornou públicos seus planos, mas o comitê central de sua formação, a direitista Likud, votou em 24 de junho uma resolução a favor da retomada da construção nas colônias judias da Cisjordânia ao fim da moratória.

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