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04/07/2010 - 15h21 / Atualizada 04/07/2010 - 15h21

Renunciam secretários franceses acusados de abusar de dinheiro público

Paris, 4 jul (EFE).- Dois secretários de Estado franceses acusados de fazer mau uso do dinheiro público pediram renúncia hoje de seus cargos.

Em comunicado, o palácio do Eliseu disse que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, aceitou as demissões dos secretários para a Cooperação e a Francofonia, Alain Joyandet, e do para o Desenvolvimento da região metropolitana de Paris, Christian Blanc.

A pasta de Joyandet será integrada ao ministério de Assuntos Exteriores, enquanto a de Blanc será incorporada ao ministério do Espaço Rural e da Ordenação do Território.

Quem se salvou neste ajuste governamental foi o ministro do Trabalho, Éric Woerth, defendido reiteradamente por Sarkozy nas últimas semanas depois da divulgação dos detalhes de seus contatos com a herdeira do grupo L'Oréal, Liliane Bettencourt, suspeita de evasão fiscal.

Woerth foi criticado pela oposição, para quem houve um conflito de interesses desde sua época como ministro do Orçamento e responsável pela luta contra a evasão fiscal, porque diversas informações fazem pensar que Liliane pode ter sido beneficiada.

Além disso, a mulher do ministro, Florence Woerth, assessorava a gestão da fortuna de Liliane.

Joyandet informou sobre sua renúncia em seu blog oficial, no qual insistiu que não se apropriou de "um euro de dinheiro público para meu enriquecimento pessoal nem o da minha família".

O agora ex-secretário de Estado argumentou que nunca precisou de cargos públicos para viver, já que tem sua própria empresa há mais de 30 anos, e que entrou na política "por paixão, para servir à França".

Em março, o site "Mediapart" publicou que Joyandet tinha gasto 116 mil euros com o aluguel de um avião que o levou à Martinica para participar de uma conferência sobre a ajuda aos afetados pelo terremoto do Haiti.

Além disso, tinha sido acusado de ter sido beneficiado por uma troca de favores para obter uma permissão de ampliação de uma residência que tem no departamento de Var, no litoral mediterrâneo francês, burlando normas urbanísticas.

Blanc, de 68 anos e ex-presidente da companhia aérea Air France, virou alvo de ataques da imprensa e da oposição desde que se publicou que tinha gasto 12 mil euros de dinheiro público em charutos puros.

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