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06/07/2010 - 22h53 / Atualizada 06/07/2010 - 22h53

Chávez e Correa avançam em cooperação bilateral com sistema de transações

Caracas, 6 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o do Equador, Rafael Correa, acordaram hoje em Caracas impulsionar a cooperação bilateral no marco de seus encontros trimestrais, nesta ocasião centrado no Sistema Único de Compensação Regional (Sucre).

No palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano, os dois presidentes assistiram, com a ajuda de um satélite sino-venezuelano, à primeira transação comercial bilateral com o Sucre e também a primeira operação militar conjunta contra o narcotráfico em suas respectivas fronteiras com a Colômbia.

A transação comercial foi a compra e venda de 5.400 toneladas de arroz equatoriano por meio do Sucre, uma unidade virtual que substitui o uso de uma moeda material internacional.

Correa destacou que o uso do Sucre "permite sair da dependência do dólar e, com isso, diminuir custos", mas admitiu que como seu país não tem moeda nacional e que a de uso comum é a americana, os exportadores nacionais continuarão recebendo dólares.

O presidente equatoriano destacou que com este método, que já é utilizado por Brasil e Argentina, será possível efetuar no futuro qualquer outra transação, incluindo o envio de remessas a familiares.

Já Chávez disse que a fuga de divisas - razão pela qual instaurou em 2003 um controle estatal de câmbio - continuará sendo combatida graças ao Sucre, já que os exportadores de seu país poderão fazer suas transações sem a necessidade de recorrer ao Estado em busca de divisas.

O Sucre foi adotado em 2009 pelos membros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) para agilizar e diminuir custos das transações comerciais e conseguir uma maior independência sobre o dólar, mas o instrumento só foi ratificado formalmente por Cuba, Equador e Venezuela.

Além destes três países, a Alba, que considera o Sucre um passo importante em direção à soberania monetária regional, é formada por Antígua e Barbuda, Bolívia, Dominica, Nicarágua, São Vicente e Granadinas.

Os dois presidentes também debateram o projeto de construção de uma refinaria no Equador para processar 300 mil barris de petróleo equatoriano e venezuelano e previram sua entrada em operação para meados da década, conjuntamente com um adicional "polo petroquímico".

Sobre a operação militar contra o narcotráfico nas fronteiras de seus países com a Colômbia, Chávez esclareceu que ela é considerada conjunta porque Quito e Caracas compartilham as táticas de luta.

Acompanhado em San Lorenzo por um general do Exército e outro da Polícia Nacional, o vice-ministro do Interior equatoriano, Edwin Jarrín, reportou que 9 mil soldados participaram da operação na fronteira com a Colômbia, na qual foi encontrado um submarino dotado de "alta tecnologia" e recém fabricado.

Do lado venezuelano, o general Néstor Reverol, diretor do Escritório Nacional Antidrogas (ONA), disse, em Machiques, que, da mesma forma que no Equador, não foram encontrados cultivos ilícitos na Venezuela.

Na operação do lado venezuelano, que envolveu 1.800 soldados, segundo ele, foram encontradas e destruídas cinco pistas de aterrissagem clandestinas, assim como um acampamento com dois laboratórios para fabricar cocaína.

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